Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

OS INIMIGOS DESENCARNADOS

ARTIGO: OS INIMIGOS DESENCARNADOS

Os inimigos espirituais vinculam-se às criaturas atraídos pelas afinidades morais
Rogério Coelho

“Os inimigos desencarnados constituem fator de desequilíbrio
na  sociedade  terrestre,  que  deve ser levado em conta pelos
estudiosos  do comportamento e das diretrizes sociológicas”.
- Joanna de Ângelis[1]

Com discernimento lúcido e rara sagacidade o apóstolo Paulo aprofundou a sonda da compreensão em torno das magnas questões do Espírito, oferecendo ensinamentos que só dois milênios mais tarde encontrariam explicação detalhada em “O livro dos Médiuns” de Allan Kardec.
Ele nos fala – evidentemente com outras palavras – acerca do perispírito, dos mecanismos da mediunidade, da influência dos Espíritos ao redor dos encarnados (estamos cercados por uma nuvem de testemunhas)[2] e tantos outros temas abordados pelo Espiritismo.
O apóstolo João, por sua vez, chega mesmo a recomendar que tenhamos o cuidado de “experimentar se os Espíritos são de Deus”[3]  para não sermos embaídos pelos falsos profetas da Erraticidade.
Ratificando todo esse acervo de lições vêm os Espíritos afirmar[4] que “os encarnados somos influenciados pelos desencarnados muito mais do que podemos imaginar, uma vez que, de ordinário, são eles que nos dirigem”.
Portanto, não podemos, de forma alguma, desconhecer tal realidade tão amplamente divulgada nos vários momentos da história da Humanidade!
Nesse passo – mais recentemente –, a nobre Mentora de Divaldo Franco oferece-nos1 novos subsídios e informações importantes a fim de que a influência dos Espíritos em nossas vidas possa ser luz e não trevas.  E, para tal, a “escolha da conduta é que vai definir o rumo de ascensão ou de queda, a permanência no obscurantismo em relação à verdade ou no esforço dignificante da autoiluminação”.
Sigamos, pois, o raciocínio lógico e esclarecedor da Mentora Amiga1:
“(...) Quando a criatura se esforça pelo bem proceder; prosseguindo na vivência das regras da moral e do bem, libertando-se dos grilhões dos vícios, mais facilmente alcança os níveis elevados de harmonia interior e os planos espirituais de felicidade, onde passa a habitar.  Todavia, quando se compromete na ação do mal, é induzida a reescrever as páginas aflitivas que ficaram na retaguarda, resgatando os delitos praticados através do sofrimento ou mediante as ações de benemerência que a dignificam.
Em razão da comodidade moral e da preguiça men­tal, situa-se, não raro, na incerteza, na indiferença em relação ao engrandecimento, ou comprazendo-se nas sensações nefastas,  quando poderia eleger as emoções superiores para auxiliar-se e para socorrer aqueles a quem haja prejudicado, reparando os males que foram gerados mediante os contributos de amor educativo.
Os inimigos desencarnados, desse modo; vinculam­-se aos  seres humanos atraídos pelas afinidades morais, pelos sentimentos do mesmo teor, pelas condutas extravagantes que se permitem.
ATITUDES  PRÁTICAS  CONTRA  AS  INFLUÊNCIAS  NEFASTAS
Nunca desperdices a oportunidade de ser aquele que cede em contendas inúteis quão perniciosas; de perder, no campeonato da insensatez a fim de ganhar em paz interior; de servir com devotamento, embora outros sirvam­-se, explorando a bondade do seu próximo;        de oferecer compreensão, e compaixão em todas e quaisquer circunstâncias que se te deparem; de edificar o bem, onde te encontres, na alegria ou na tristeza, na abundância  ou na  escassez; de oferecer esperança, mesmo quando reinem o pessimismo e a crueldade levando ao desânimo e à indiferença; de ser aquele que ama apesar das circunstâncias perversas; de silenciar o mal, a fim de referir-te àquilo que contribua em favor da fraternidade;       de perdoar, mesmo aquilo e aquele que, aparentemente não mereçam perdão; de ensinar corretamente, embora predomine a prepotência, e por essa razão mesma...
Nunca te canses de confiar em Deus, seja qual for a situação em que te encontres.
Vestindo a couraça da fé e esgrimindo os equipa­mentos do amor, os teus inimigos desencarnados não encontrarão campo emocional nem vibratório em ti para instalar as suas matrizes obsessivas, permitindo-te seguir em paz, cantando a alegria de viver e iniciando a Era Nova de felicidade na Terra.                                                          ■




[1] - FRANCO, Divaldo. Iluminação interior. Salvador: LEAL, 2006, cap. 11, p.p. 75-77.
[2] - Hebreus, 12:1.
[3] - I João, 4:1.
[4] - KARDEC, Allan O Livro dos Espíritos. 83.ed.Rio [de Janeiro]: FEB, 2002. q. 459.