Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O que são cordões energéticos e como eles influenciam a nossa vida.

O que são cordões energéticos e como eles influenciam a nossa vida.

POR WANDERLEY OLIVEIRA.
CORDÕES, ENERGÉTICOS., OLIVEIRA, WANDERLEY


“Os encontros, que costumam dar-se, de alguma pessoas e que comumente se atribuem ao acaso, não serão efeito de uma certa relação de simpatia?

“Entre os seres pensantes há ligação que ainda não conheceis. O magnetismo é o piloto desta ciência, que mais tarde compreendereis melhor.”

O Livro dos Espíritos, questão 388.

Duas pessoas com cordões energéticos muito intensos são denominados simbióticos, porque existe uma simbiose, isto é, uma interação, uma troca contínua. Tais cordões são tão consistentes que uma pessoa ligada à outra é capaz de sentir e pensar o que a outra está pensando e sentindo. Se os laços afetivos entre essas pessoas for de amor e respeito, esses cordões são fios de ligação saudável e alimentador. Todavia, quando as relações são marcadas por desrespeito, ofensa, rancor e ódio através de atitudes de desrespeito, temos cordões simbióticos exploratórios que são autênticos processos de vampirismo energético.

As relações que adoeceram por esse parasitismo de energias apresentam alguns dos seguintes quadros emocionais: culpa, medo, submissão, desejo de controle, imposição de autoridade, cobiça sexual, possessividade, ciúme, vingança, insegurança, chantagem profissional, poder, ambição e outros sentimentos e/ou atitudes com as que determinam a existência de duas posturas no relacionamento: o dominador e o dominado.

Por não sabermos ainda respeitar a liberdade uns dos outros, em nome do amor ou de algum interesse que movimenta a relação humana, nós invadimos o mundo emocional uns dos outros com frequência. Raros são aqueles que escapam de uma das mais ilusórias armadilhas da convivência, que é a loucura que cometemos de supor que sabemos o que é melhor para a vida alheia, especialmente das pessoas que dizemos amar. Com base nesse princípio, costumamos destruir ou adoecer as mais caras afeições, romper com velhas amizades, interromper ótimas oportunidades profissionais e intoxicar a convivência de nossos grupos sociais.

Em nossas atividades de tratamento espiritual no centro espírita, os espíritos têm explicado e demonstrado como é determinante a presença dos cordões energéticos na vida de todos nós. Quantas doenças físicas, psicológicas e energéticas são causadas através desse mecanismo que pode, sem dúvida, ser considerado como verdadeiras obsessões de encarnados para encarnados. Nesses atendimentos que temos realizado sob supervisão dos amigos espirituais são muitos os casos nos quais, a presença de espíritos obsessores desencarnados, nada mais é do que puro efeito das relações destrutivas e/ou exploratórias entre encarnados.

Passamos então a estudar o tema cordões energéticos com mais atenção e nos surpreendemos em saber que de 10 casos atendidos, pelo menos 7 apresentam componentes de simbiose energética entre “humanos”, sem qualquer influência de desencarnados na história. São relações afetivas desgastadas, vínculos familiares de domínio, convivência tomada pela culpa, carências preenchidas com manipulação e tantos outros dramas da convivência humana. Aprendemos ainda quais são os principais chacras afetados pelos cordões, que coloração apresentam conforme o sentimento predominante, como desobstruir os principais chacras afetados com esse vampirismo energético, que técnicas usar para reverter o cordão em favor das pessoas imantadas, e, o mais importante, que orientações de reeducação emocional o paciente deve se comprometer para não permitir o retorno da situação. Essa atividade tem sido um laboratório de vivências interessantes e ricas.

As pessoas querem sempre encontrar a presença de uma entidade ou energia ruim em suas vidas, atribuindo isso à responsabilidade alheia. Todavia, o que temos observado é que são muito mais presentes que imaginamos os casos de cordões energéticos destrutivos nascidos na forma de conviver entre pessoas que se querem bem, e não estão devidamente orientadas para saber como construir esse bem legítimo. Tem muita ilusão sendo confundida com amor. Tem muito egoísmo sendo chamado de ajuda.

Há quem pense que oração e reforma íntima são suficientes para eliminar essa teia vibratória que se entranha na aura e cria raízes profundas nos corpos sutis. A coisa não é bem assim tão simples quanto parece. Inquestionavelmente a oração e a renovação são remédios curativos. Saber como aplicá-los é a questão. Como orar para limpar a toxicidade que nos envolve? Que mudanças de reeducação emocional desenvolver e como desenvolvê-las para trabalhar na raiz do problema de laços vibratórios parasitários?

Aliás, conhecemos casos nos quais, até mesmo a oração feita por uma pessoa para outra, com a qual tenha algum cordão destrutivo, essa “oração” pode ser um processo mental de alimentação do cordão, portanto, por incrível que pareça, já tivemos, em certos casos, de recomendar a suspensão desse tipo de movimento mental que de oração segundo o amor nada tem.

Sob a perspectiva dos cordões, podemos compreender diversos casos de doenças e suas comorbidades na estrutura psíquica e orgânica da criatura. Não precisamos de nenhuma entidade espiritual influindo na nossa vida mental, para que os sintomas de uma obsessão clássica se apresentem. Basta uma mágoa crônica, um ciúme neurótico, uma revolta que não se extingue, uma inveja dominante, uma fixação dos pensamentos em algo, enfim, qualquer conduta doentia que seja o alimento habitual de uma relação de encarnado para encarnado será o alicerce de uma vinculação patológica.

No livro “Quem Perdoa Liberta”, Editora Dufaux, José Mario, o autor espiritual da obra, relata uma importante conexão entre cordões energéticos e depressão por parasitismo, fazendo um estudo sóbrio na história de alguns dos personagens encarnados do enredo. É um material muito vasto para estudo, reflexão, pesquisa e diálogo.

Quantas vezes afirmamos sobre a influência dos espíritos sobre a nossa vida focando apenas os desencarnados e, em verdade, ignoramos que essa influência ocorre, até mesmo em maior proporção, de espíritos encarnados para encarnados.

Kardec, a seu tempo, já havia se ocupado do assunto, com uma sabia pergunta e uma profunda resposta dos Guias, deixando entrever o tema cordões energéticos, na questão 388, O Livros dos Espíritos:

“Os encontros, que costumam dar-se, de alguma pessoas e que comumente se atribuem ao acaso, não serão efeito de uma certa relação de simpatia?

“Entre os seres pensantes há ligação que ainda não conheceis. O magnetismo é o piloto desta ciência, que mais tarde compreendereis melhor.”