Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Inimigos desencarnados


           “…Não há coração tão perverso que não se deixe tocar pelas boas ações, mesmo que seja a contragosto.  Pelas boas ações, tira-se do inimigo toda desculpa para as represálias. De um inimigo, então, se pode fazer um amigo, antes e depois da morte…
          A Terra é um mundo de provas e expiações. Aqui, a maldade ainda predomina e,
por esta razão, vivemos envoltos por muita miséria moral.
           Essa maldade faz parte das provações que nos cabe suportar com paciência e resignação.
           Da mesma forma que o amor atravessa a morte,
a maldade também o faz e, assim, surgem os inimigos desencarnados.
            Inimigos desencarnados são espíritos que estão em um outro plano espiritual e podem ser:
           Espíritos que desejam vingança, cobrando dívidas, que foram adquiridas nesta vida ouemvidas passadas;

Espíritos com desejo de fazer o mal: como eles sofrem, querem que os outros também sofram;
           Espíritos que se aproveitam de outros espíritos que sabem que são incapazes de resistir às influenciações e os atormentam.
          O inimigo desencarnado, que deseja vingança, aproveita que seu inimigo está encarnado para atormentá-lo mais facilmente, uma vez que, desencarnado, o espírito está mais livre.
         Esta é a causa da maioria das obsessões, onde obsessor e obsediado são atingidos pelas suas próprias condutas, isto é, por não terem-se perdoado mutuamente, por não serem indulgentes e nem caridosos.
         Para que este quadro de perseguição não seja levado para a Espiritualidade e não se perpetue em existências futuras é importantíssimo, enquanto encarnado, esquecer o orgulho, desenvolver a humildade, se reconciliar com o inimigo, estabelecer a paz, perdoar e buscar o perdão.
          À medida que o homem utiliza o seu livre-arbítrio com responsabilidade,  isto é,  trilhando o caminho do bem, estudando obras sérias, frequentando lugares dignos, ele vai progredindo, crescendo espiritualmente e, ao mesmo tempo, dá bons exemplos tanto para encarnados, quanto para os desencarnados.
Nesse momento, ele pode conquistar ou reconquistar amigos.
         Dessa forma, se ele anteriormente perdeu a oportunidade de se reconciliar com um inimigo que desencarnou, agora, através de seus bons exemplos, pode receber o seu perdão, bem como trazê-lo para o campo do bem; ou afastá-lo de seu dia-a-dia, caso esse inimigo sinta repulsa pelo bem.
          Não podemos esquecer que estamos cercados de espíritos encarnados e desencarnados, que têm afinidade com o nosso próprio espírito, isto é, são espíritos simpáticos com nossas atitudes, pensamentos etc.
         Estamos colaborando com a maldade naTerra?
         Lembremos-nos de que, se na Terra não houvessehomens maus, não haveria espíritos maus ao nosso redor, nos influenciando e se nutrindo com o mal! Toda e qualquer vibração que emitimos para alguém, recebemo-la com a mesma ou maior intensidade; isto quer dizer que, se vibramos o bem, recebemos o bem e se vibramos o mal recebemos o mal.
         Isso nos remete à eficácia da prece para os nossos inimigos encarnados ou não, declarados ou não; uma vez que, com a prece, atraímos o amparo dos bons espíritos para combater a nossa fraqueza moral e, ao mesmo tempo, envolvemos nossos inimigos com boas vibrações.
         Então, para nos livrarmos de qualquer ação nociva, devemos perdoar, praticar a caridade, enfim: amar.
         “Perdão pode ser comparado à luz que o ofendido acende no caminho do ofensor. Por isso mesmo, perdoar, em qualquer situação, será sempre colaborar na vitória do amor, em apoio de nossa própria libertação para a vida imperecível.”
          Que Jesus nos ampare!