Estudando o Espiritismo

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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Fazer o bem sem ostentação


O Valor da Esmola

  Um mendigo que esmolava à porta de uma grande mesquita ergueu, certa vez, ao Altíssimo a seguinte prece:
- Senhor! Fazei com que as primeiras esmolas que me forem dadas hoje tenham para mim o mesmo valor que tiverem aos vossos olhos!
Momentos depois cruzava a mesquita um rico Sheik que regressava de uma festa acompanhado de vários amigos e admiradores. Tomou o orgulhoso de um punhado de ouro e com o fito especial de deslumbrar os que o rodeavam, atirou as rutilantes moedas aos pés do velho mendigo. O infeliz, em sinal de gratidão, beijou o chão que o nobre senhor pisara.

  Quando, porém, procurou juntar as moedas que recebera, notou, com indizível surpresa, que elas se haviam transformado em folhas secas.
No mesmo instante compreendeu o mendigo - ao recordar-se da prece que pouco antes fizera - que aquela transformação milagrosa era obra de Allah, o Onipotente: as moedas dadas pelo orgulhoso Sheik não passavam de folhas secas e inúteis que o vento arrasta, espedaça e reduz a pó.

  E o mendicante tomado de profunda tristeza começou a lamentar a sua triste sorte.
Um humilde tecelão que passava compadeceu-se da situação do infeliz pedinte e deu-lhe um punhado de tâmaras, pois não trazia de seu nem mesmo um simples dinar de cobre. Realizou-se, porém, um novo milagre: as tâmaras ofertadas pelo tecelão, mal caíram entre as mãos do mendigo, transformaram-se em pérolas e rubis.

  Louvado seja Allah, Justo e Clemente! A esmola dada por ostentação é, aos olhos de Deus como folhas seca do caminho; o óbulo piedoso, esse vale mais do que todos os tesouros de um califa!

  Este texto de Malba Tahan, célebre escritor do livro "O homem que calculava", nos mostra a importância de fazer o bem sem ostentação, assim disse o Mestre Jesus: "- Guardai-vos, não façais as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles." (Mateus,VI: 1-4).

  Infelizmente ainda existem irmãos renitentes no erro da vaidade. Exibem-se para os outros, maculando uma das mais sublimes virtudes do homem, que é a caridade. Sem dúvida, eles ainda se perdem no alarde de suas obras por ignorância das leis do Grande Arquiteto do Universo, mas é certo que um dia acordarão no caminho da Divina Providência, demonstrando enfim a superioridade moral, que é mais meritório.

  Em uma mensagem de Joanna de Ângelis, na psicografia de Divaldo Franco, diz: A caridade é algo maior do que o simples ato de dar. Certamente, a doação de qualquer natureza sempre beneficia aquele que lhe sofre a falta. Todavia, para que a caridade seja alcançada, é necessário que o amor se faça presente, qual combustível que permite o brilho da fé, na ação beneficente.


  Lembrando o espírito Emmanuel, que nem só de bens materiais se faz a caridade : A caridade não brilha unicamente na dádiva. Destaca-se nos mínimos gestos do cotidiano. Está no sorriso de compreensão e tolerância; na palavra que tranquiliza; na gentileza para com desconhecidos; no amparo a criança; no socorro ao doente; na atenção para com quem fala; no acatamento das confidências de um amigo; no silêncio, ante os conceitos agressivos desse ou daquele adversário; e no respeito perante os hábitos e as cicatrizes do próximo.  

Por: Getúlio M. A. Neto