Estudando o Espiritismo

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domingo, 28 de agosto de 2016

DUELO, ÓDIO MENTAL E EVANGELHO



Objetivo: Refletir sobre a necessidade de entender/trabalhar o que é bem, para evitar presença do mal em nossas vidas.

Incentivação:

Explicar como era antes o duelo.
O duelo é um combate entre duas pessoas, motivadas, em geral, por ofensa, insulto à honra. Várias são as armas possíveis. Cada duelante podia ter um padrinho, que o assessorava. Cada duelo podia ter um juiz que fazia obedecer as regras tratadas previamente.
Honra: Sentimento de dignidade própria que leva o homem a procurar merecer e manter a consideração pública.
Se o duelo acabasse em morte de uma das duas pessoas, o sobrevivente não podia ser incriminado. Foi um modelo de disputa (luta) muito usado na Europa. O último país do mundo ocidental em que o duelo era legal foi o Uruguai, que o manteve até a década de 1980.

Desenvolvimento:

Refletir sobre:
- Quem criou o mal e seguir com uma exposição dialogada.

O homem com seus excessos, na busca de satisfazer suas necessidades com coisas supérfluas, pelo orgulho, tem alterado sua caminhada gerando problemas e situações indesejadas para si, em virtude do seu livre-arbítrio.

Deus criou o Bem. A Lei de Deus é o mesmo que Lei Natural, que rege o Universo. A harmonia do Universo se deve a isto, apesar dos experimentos humanos estarem desequilibrando a harmonia natural.

As Leis de Deus ou a Lei Natural são de todos os tempos, porque são de amor, de justiça e caridade.

A prática do duelo não esta conforme as Leis Naturais, por comportar dois tipos de atentado à vida: assassínio e suicídio.

1. Assassínio: Matar alguém.
2. Suicídio: Atitude individual de extinguir a própria vida.

No caso, o duelo representa um estágio atrasado da humanidade e um costume absurdo, que será eliminado à medida que a civilização (o Homem) evolua moralmente. Então, o homem compreenderá que o duelo é tão ridículo como os combates em nome de Deus.
Hoje, a prática do Duelo não é mais usada, pelo menos da maneira formal como em épocas passadas. O orgulho e a vaidade que se encontravam enraizados no homem eram mais intensos que o levavam a acreditar nessa forma de resolver questões de honra (orgulho ferido).

• Orgulho:
. Conceito elevado que a pessoa faz de si própria, amor-próprio exagerado.

• Vaidade:
. Desejo infundado de merecer a atenção dos outros. Vangloriar-se.

Ainda vemos a prática do duelo em nossos dias?

De quando em quando, as guerras civis e internacionais mostram as crises dos duelos crônicos do pensamento irreverente do homem frente ao desconhecimento da Lei Divina.

Apesar disto, a civilização (o Homem) baniu o duelo das praças públicas e não mais vemos espadas desembainhadas trazendo aflição, ferimento e morte.

As leis evoluídas reprimem hoje, semelhantes manifestações de animalidade e selvageria, entretanto, se as espadas estão embainhadas, não ocorre o mesmo com os dardos mentais, verdadeiras armas de arremesso, carregados de sentimentos infelizes. (nossos pensamentos rumo ao outro).

Muitas vezes, arremessamos contra o próximo verdadeiros raios (de irritação, de raiva, de angústia, de imposição e até de mando cego), através do nosso pensamento.
São os pensamentos desajuizados do Espírito, que se encontra inseguro e indeciso, quando depara com uma situação inesperada de invasão em suas metas, objetivos e sonhos de realizar-se em algo que tanto anseia e se imagina sem forças para um enfrentamento a altura.

Com freqüência, os arremessamos contra o amigo que não nos compreende; os endereçamos para aos que nos desatendem ao egoísmo; os enviamos aos parentes que não se afinam com as nossas maneiras de pensar, os projetamos sobre aqueles com quem não construímos ainda os alicerces da simpatia, os detonamos contra as pessoas que não aceitam os nossos padrões de vivência e trabalho.

Nesta troca mental constante, deparamos com inteligências de entendimentos diferenciados, permutando males, enfermidades, problemas e obstáculos que, sem dúvida, se voltam depois contra nós e dos quais somente conseguimos nos desvencilhar se, e somente se, mudarmos nossa postura mental e buscar o Evangelho de Jesus, remédio infalível para este tipo de mal.

Em razão de tudo isto, a vida na Terra ainda se encontra muito distante do roteiro de harmonia e de amor que Deus espera de nossa conduta.
Estamos no caminho, isto é uma verdade; contudo ainda fazemos o exercício de ser bom e de fazer o bem ao nosso próximo. Um dia acertamos, no outro nos enganamos, mas é preciso persistir para conquistar este hábito de ser bom.

Assim como as convenções impuseram o repouso da espada entre amigos, na obra da civilização, o Evangelho consolidará o serviço da educação espiritual, a evangelização dos Espíritos.
Isto pode levar tempo, mas é certo. Um dia será uma realidade.

Com o Evangelho de Jesus, aprenderemos a ver situações e pessoas, no lugar que lhes compete, encontrando a verdadeira felicidade no dever de servir, trabalhando a proposta do Cristo, sem nos perturbamos em querer alterar o que o outro faz, porque, também estaremos lutando para fazer a nossa parte em prol do bem.

A elevação moral dos indivíduos que habitam a Terra, somente acontecerá através da melhoria da própria humanidade. Adiantando-se em moral, o homem compreenderá que a verdadeira honra está acima das paixões terrenas e que há outras formas de reparar as ofensas: Amar do próximo como a si mesmo.

Fixação:

1. - Podemos considerar o duelo conforme com as Leis Naturais?
2. - O que leva o homem a praticar o duelo mental?
3. - Como eliminar essa prática do meio da humanidade?

Nota:
Distribuir papeletas em 3 ou 4 grupos com as perguntas acima, dependendo do tamanho do grupo. Explicar, deixar que respondam por escrito. Após o termino, eleger um representante que irá informar o que o grupo entendeu do tema apresentado. O Evangelizador deverá confirmar ou corrigir conforme, estimulando a participação.

Elisabeth Maciel
Evangelizadora

Beatriz Rezende
Coordenadora do Depto. De Evangelização
Março / 2008

Bibliografia:
• Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XII • Joana de Angelis, Divaldo Pereira Franco, Leis Morais da Vida • Wikipédia, a enciclopédia livre ( Internet)