Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A Mágoa e os cordões energéticos

A Mágoa e os cordões energéticos



Cordões energéticos são algemas que prendem duas ou mais pessoas a um tipo de experiência afetiva. Consideremos a vida mental da criatura humana uma teia e compreenderemos facilmente o significado de cordões tóxicos. Cada fio da teia é um elo que mantemos com aquilo que constitui o tema central das pendências de nossa alma em relação a alguém.

Tendo por base o egoísmo como doença milenar na Terra, o apego às crenças, às convenções e aos pontos de vista é o caminho emotivo por onde transita uma das mais aprisionantes doenças construtoras de cordões energéticos nocivos: a mágoa. Essa é uma doença severa, que amargura a alma e atormenta a mente na alimentação dos cordões destrutivos. É muito mais intensa e comum do que se possa imaginar, sendo origem de um leque enorme de doenças orgânicas e perispirituais.

Mágoa não é apenas o sentimento de dor moral e decepção de quem é alvo de atitude indelicada ou desrespeitosa. Magoar-se é, sobretudo, revoltar-se, não aceitar a realidade da vida.

Sua raiz estrutural está amplamente conectada à ferida evolutiva da inferioridade. A criatura humana não se acha valorosa o bastante perante os desafios da vida para assumir sua carência, sua fragilidade e sua penúria, magoando-se por ser quem é e revoltando-se ou envergonhando-se com os deslizes do aprendizado, tanto nas lições da existência no corpo físico quanto fora dele. Portanto, nessa perspectiva, a mágoa é a ausência de habilidade em lidar com tudo aquilo que contraria o egoísmo milenar. Mágoa de si mesmo por não atingir seus interesses individualistas, mágoa por não saber como se defender, como se cuidar, como se proteger. E essa mágoa gera uma retroalimentação da sensação de inferioridade, mantendo a estima pessoal nos níveis mais baixos.

Uma pessoa magoada é alguém que não se abre para compreender, que não quer aceitar, que se fecha em seus interesses personalistas e adormece na concha de seu narcisismo sem limites. Todo fechamento afetivo para interação e intercâmbio com as leis divinas é mágoa. É uma escolha consciente, ou não, de quem não quer ir ao encontro do que a vida solicita.

Quem perde alguém e fica triste abre as portas para a mágoa de aceitar a ausência do ente amado.

Quem não alcança uma meta entrega-se aos braços da frustração, que pode ser o trampolim para o desânimo em relação à sua própria melhora. Quem desanima de si está ofendido com suas próprias limitações.

O sentimento gerenciador da mágoa é a raiva, que é uma bênção da conquista evolutiva humana, cujo fim é mobilizar a força pessoal, a proteção e a criatividade na solução dos desafios do caminho. A raiva voltada para dentro é mágoa.

Essa ausência de autoamor dá origem ao que chamamos de agregação psíquica, processo que se constrói à medida que alimentamos nossas mágoas e nos vinculamos a uma rede de grupos enfermiço, sustentada por nossos pensamentos doentios. Tentamos obter dos outros a solução de nossas lutas pessoais, jogando a responsabilidade que é nossa para eles, fortalecendo, assim, a rede de nossos cordões tóxicos. Mágoas cobram muito. Dessa forma, carregamos e somos carregados por milhares de pessoas na esfera dos campos energéticos intoxicados. É a teia energética na qual vive, sobrevive e respira uma pessoa magoada. Com base nessa ótica universalista, qual de nós não está magoado?



(Extraído do livro Amor além de tudo, ditado pelo Espírito Inácio Ferreira e psicografado por Wanderley Oliveira. Belo Horizonte: Dufaux, 2014, p. 120)


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