Estudando o Espiritismo

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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Os tormentos voluntários

Os tormentos voluntários
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A - Texto de Apoio:

Vive o homem incessantemente em busca da felicidade, que também incessantemente lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na Terra. Entretanto, mau grado às vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terrena, poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos materiais em vez de a procurar nos gozos da alma, que são um prelibar dos gozos celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo o que o agitará e turbará, e, coisa singular! o homem, como que de intento, cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar.
Haverá maiores do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento, não há repouso; estão perpetuamente febricitantes. O que não têm e os outros possuem lhes causa insônias. Dão-lhes vertigem os êxitos de seus rivais; toda a emulação, para eles, se resume em eclipsar os que lhes estão próximos, toda a alegria em excitar, nos que se lhes assemelham pela insensatez, a raiva do ciúme que os devora. Pobres insensatos, com efeito, que não imaginam sequer que, amanhã talvez, terão de largar todas essas frioleiras cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles, decerto, que se aplicam estas palavras: "Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados", visto que as suas preocupações não são aquelas que têm no céu as compensações merecidas. 

Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para, cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. E calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida? - Fénelon. (Lião, 1860.)

B - Questões para estudo e diálogo virtual:

1 - São úteis os tormentos voluntários?

2 - Os tormentos causados pela inveja e pelo ciúme são voluntários?

3 - Como enfrentar nossas carências materiais?
 
Os tormentos voluntários - Conclusão Voltar ao estudo
 
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EESE026b - Cap. V - Item 23
Tema: Os tormentos voluntários
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A - Conclusão do Estudo:

Os tormentos voluntários são inúteis. Se o homem não vivesse correndo em busca da felicidade material, não teria esses tormentos. Deus é Pai e a todos concede o necessário à conquista da felicidade pura.

B - Questões para estudo e diálogo virtual:

1 - São úteis os tormentos voluntários?

Não, porque Deus não quer o nosso sofrimento. Sofremos apenas as conseqüências de nossos atos passados. Daí, a inutilidade dos tormentos voluntários.

O homem poderia gozar pelo menos de relativa felicidade se não a procurasse nos gozos materiais e sim nos da alma.

2 - Os tormentos causados pela inveja e pelo ciúme são voluntários?

Sim, pois são sentimentos que podemos e devemos evitar. São germes destruidores que nos impedem de conseguir as compensações merecidas, na vida espiritual.

Cultivando a inveja e o ciúme, deixamos de aproveitar o tempo de que dispomos e as oportunidades oferecidas por Deus, para fazer o bem.

3 - Como enfrentar nossas carências materiais?

Com resignação e confiança nos desígnios de Deus. Contentando-nos com o que temos, possuiremos a calma para suprir todas as nossas dificuldades 

A calma é uma felicidade em meio das tempestades da vida.

Podemos, entretanto, buscar nossa melhoria na situação material. O que não podemos é transformar isso em motivo de aumento de sofrimento.

Procurando a felicidade nos gozos materiais, o homem cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar.



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