Estudando o Espiritismo

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sábado, 2 de julho de 2016

Bem aventurados os pobres de espírito

Bem aventurados os pobres de espírito

Quando Jesus reservou bem aventuranças aos pobres de espírito, não menosprezava a inteligência, nem categorizava o estudo e a habilidade por resíduos inúteis.

O Senhor, aliás, vinha enriquecer a Terra com Espírito e Vida.

O Divino Mestre, ante a dominação da iniquidade no mundo, honrava acima de tudo, a humildade, a disciplina e a tolerância.

Louvando os corações sinceros e simples, exaltava Ele os que se empobrecem de ignorância;

― os que arrojam para longe de si mesmos o manto enganoso da vaidade;

― os que olvidam o orgulho cristalizado,

― os que se afastam de caprichos tirânicos;

― os que se ocultam para que os outros recebam a coroa do estímulo no imediatismo da luta material;

― os que renunciam à felicidade própria, a fim de que a verdadeira alegria reine entre as criaturas;

― os que se sacrificam no altar da bondade, cultivando o silêncio e o carinho, a generosidade e a elevação nos domínios da gentileza fraterna, para que o entendimento e a harmonia dirijam as relações comuns no santuário doméstico ou na vida social e que se apagam, a fim de que a glória de Jesus e de seus mensageiros fulgure para os homens.

Aquele, assim, que souber fazer-se pequenino, embora seja grande pelo conhecimento e pela virtude, convertendo-se em instrumento vivo da Vontade do Senhor, em todos os instantes da jornada redentora, guar-dando-se pobre de preguiça e egoísmo, de astúcia e maldade, será realmente o detentor das bem aventuranças Divinas na Terra e no Reino Celestial, desde agora.



(Do livro Vida e Caminho – F.C.Xavier/Emmanuel – edição GEEM)