Estudando o Espiritismo

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sexta-feira, 1 de julho de 2016

A NECESSIDADE DA REENCARNAÇÃO

A NECESSIDADE DA REENCARNAÇÃO
           

                A reencarnação à volta do espírito à vida corpórea, mas num outro corpo, novamente constituído, e que nada tem a ver com o antigo. É o mesmo espírito tendo outra existência, porém em um novo corpo, e com novas possibilidades.
                Uma vez que fomos criados simples e ignorantes, Deus que é soberanamente justo e bom, concede a todos o mesmo ponto de partida, as mesmas obrigações e direitos, dentro da liberdade de ação.
                Se obtivermos êxito diante de alguma prova, é por mérito do nosso esforço e da convicção em trabalhar para progredir. Mas, se fracassarmos ou sucumbirmos, adiamos a conquista da felicidade.
                O livre arbítrio oferece a oportunidade de seguirmos escolhendo o caminho, que muitas vezes é penoso, sendo decisão nossa deliberar sobre a melhor maneira de trilhá-lo, não protelando as provas que nos são traçadas, cuidando para evitarmos às paixões, preguiça e vícios terrenos. O chamamento da vida material é muito sedutor, porém perigoso.
                Deus, nosso Pai, que é soberanamente justo e bom, oferece possibilidades idênticas a todos, pois se assim não fosse, seus princípios seriam um contrassenso. “Todo privilégio seria uma preferência e toda preferência uma injustiça”.
                A reencarnação é um estado transitório para o espírito, é a primeira prova que Deus apresenta no princípio de nossa existência, onde faremos uso do nosso livre arbítrio.
                E a cada reencarnação enfrentamos muitos percalços, principalmente nas relações familiares e no convívio social. Mas, saibamos, estes que estão unidos em nosso grupo familiar há muito lutam conosco rumo ao progresso comum.
                A vivência de relacionamento com algum familiar difícil, antipático e estranho, ocorre por vezes, com a finalidade de provas para uns e meio de progresso para outros.
                Estes laços de família são fortalecidos, pois os espíritos formam grupos ou famílias unidos pela afeição, simpatia e semelhantes inclinações. A união e afeição entre parentes, essa verdadeira afetividade espiritual, que sobrevive ao corpo, indica simpatia anterior que os aproximou.
                É através da base espiritual que os laços de família se alicerçam e se aprimoram apoiados nos princípios de solidariedade, fraternidade e igualdade comum, sempre rumo à senda do progresso.

Julian Caldeira Cuin


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2012