Estudando o Espiritismo

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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Richard Simonetti (Folha Espírita, Junho´16): “Chico Xavier é a reencarnação de Kardec”

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Richard Simonetti (Folha Espírita, Junho´16): “Chico Xavier é a reencarnação de Kardec”
NUNO EMANUEL·QUARTA, 8 DE JUNHO DE 2016
A PÁ DE CAL

Artigo de Richard Simonetti na “Folha Espírita” de Junho de 2016
Quando Chico Xavier faleceu, cogitei da possibilidade de ser ele a reencarnação de Allan Kardec.  Não obstante, comentei, em artigo, que era preciso dar um tempo para que o assunto deixasse o terreno das especulações e surgissem evidências contra ou a favor.
 Aconteceu mais breve do que eu imaginava.   Sem destacar nomes, a fim de não incorrer na indelicadeza da omissão, parabenizo o esforço de confrades, que nestes últimos anos acumularam tantas evidências que não há como negar que os dois nomes identificam a mesma pessoa.
Digamos que a pá de cal sobre qualquer dúvida está na manifestação de Santo Agostinho, no dia 3 de outubro de 1919, na Federação Espírita Brasileira, por intermédio do médium Albino Teixeira, quando era prestada uma homenagem ao Codificador na comemoração de seu natalício. A referida mensagem foi publicada pela revista Reformador em edição daquele mês.
Oportuno lembrar que Albino Teixeira foi respeitado psicógrafo semimecânico, cuidadoso quanto à pureza doutrinária, fiel cumpridor de seus deveres como Primeiro Secretário da FEB e muito ativo no serviço de atendimento a necessitados da Terra e do Além.
O leitor familiarizado com a literatura mediúnica certamente o conhece como iluminado Espírito que transmitia mensagens sintéticas e sábias pela psicografia de Chico Xavier.  
Justificando a ausência do homenageado, explicou Santo Agostinho: Não podendo Allan Kardec vir pessoalmente agradecer a homenagem que lhe prestais, eu, delegado por aqueles que o assistiram, declaro-vos que gentil e carinhosamente acolhemos os eflúvios do preito de vossa gratidão e a seu tempo o transmitiremos ao nosso e vosso irmão, que, em obediência a novas instruções, entre vós de novo se encontra para dar maior amplitude à doutrina salvadora da humanidade.
Pergunta-se: quem, além de Chico Xavier, que naquela data estava com nove anos, deu maior amplitude ao Espiritismo?    ***  
 Os contestadores costumam usar o argumento de que não há grandes mudanças para o Espírito, entre uma encarnação para outra. Segundo seu parecer, ambos são muito diferentes, tanto na condição intelectual quanto psicológica, a maneira de ser.   Será?
Nos dois pinga-fogos produzidos pela extinta Televisão Tupi, na década de 70, vemos um Chico Xavier dotado de invulgar cultura, respondendo às mais variadas questões com propriedade, muito diferente da figura do matuto mineiro, de poucas letras e parcos conhecimentos como muitos imaginam. Era o próprio Kardec a dialogar, lembrando erudito professor diante de assombrados discípulos.
Circulam pela internet episódios e comentários de Chico que revelam um sábio em trânsito pela Terra.  Quanto à psicologia, o jeitão de cada um, na palavra de um amigo, como afirmar que Kardec era diferente, se o conhecemos apenas por seus textos?
A palavra escrita pode nos revelar a cultura de alguém. Dificilmente nos dará ideia de como se relaciona com as pessoas.  Sirvo-me de um bom exemplo: eu mesmo!  Aqueles que convivem comigo, introspectivo e até tímido, têm dificuldade para estabelecer identidade com o que escrevo, sempre de forma descontraída e bem-humorada.  
Geralmente imaginamos Kardec como um homem circunspecto e austero. Essa ideia equivocada tem sua origem não apenas no seu estilo literário, mas particularmente em suas fotos, sempre sério, sem sequer esboçar um sorriso.  
É que nos primórdios da fotografia, no século XIX, aparecer sorrindo em retratos não pegava bem. Por outro lado, os rudimentares flashes de magnésio para clarear o ambiente produziam uma explosão sempre assustadora para os fotografados, inibindo a descontração.
Diz Henri Sausse, biógrafo de Kardec:  Erraria quem acreditasse que, em virtude dos seus trabalhos, Allan Kardec devia ser uma personagem fria e austera. Nada disso!  Era um homem expansivo, sempre disposto a distrair e alegrar os amigos que frequentemente convidava para refeições em sua residência.    Gostava de rir, um belo riso, franco e comunicativo, e possuía um talento todo particular em fazer os outros partilharem do seu bom humor.  Um retrato do próprio Chico.    ***  
Há quem diga que não deveríamos cogitar do assunto, sob a alegação de que ele pode suscitar desentendimentos.   Não concordo.  Pior é ficarmos em dúvida quanto à competência do Espírito Verdade, o mais importante mentor espiritual de Kardec, quando informou, conforme está em Obras Póstumas, que ele deveria reencarnar para completar sua missão.  Kardec fez cálculos e concluiu que deveria retornar no final do século XIX ou no início do século XX.
Ou o Espírito Verdade equivocou-se, como simples palpiteiro, ou Chico Xavier confirmou sua previsão.   Não me parece que um Espírito tão elevado cometesse erro tão grosseiro.
Não apenas ele, mas também o Doutor Demeure, dedicado médico espírita que conviveu com Kardec e após desencarnar cuidou de sua saúde, diz, numa manifestação registrada em O Céu e o Inferno:
Segundo as minhas observações e as informações colhidas em boa fonte, parece-me que, quanto mais cedo se der a sua desencarnação, mais cedo poderá se dar também a reencarnação que lhe permitirá acabar a sua obra.
Também o Espírito que assinava simplesmente Z, que frequentemente orientava Kardec, avisa, em manifestação transcrita em Obras Póstumas:
Nessa existência não verás mais do que a aurora do êxito da tua obra. Terás que voltar, reencarnado noutro corpo, para completar o que houveres começado e, então, dada te será a satisfação de ver em plena frutificação a semente que houveres espalhado pela Terra.
Percebe-se que a ideia do retorno de Kardec para completar sua missão circulava livremente entre os Espíritos que participaram da Codificação.    ***  
Não é proibido que você pense diferente, caro leitor.   É um direito seu, mas, lembre-se do que diz a sabedoria popular:  A voz do povo é a voz de Deus.  
O povo, aqueles que conviveram com Chico Xavier na intimidade durante décadas, não guardam nenhuma dúvida de que ele era o próprio Codificador de retorno para dar maior amplitude à sua obra, como destaca Santo Agostinho.
E nós sabemos que só ele, e ninguém mais, o fez!