Estudando o Espiritismo

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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Reconciliação com os adversários

Reconciliação com os adversários

"O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo X, itens 5 E 6.”

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositora: Lúcia Oliveira
Rio de Janeiro
08/05/2002

Dirigente do Estudo:

Adrianabcm

Mensagem Introdutória:

TREINAMENTO PARA O PERDÃO

A fim de colimares a excelência do perdão aos que te ofendem, mister te adestres mediante antecipados critérios e exercícios contínuos.

Habitua-te a iniciar o dia com a mente ligada ao Senhor, através dos fios invisíveis e poderosos da oração.

Não te descuides de ler uma página mensageira de otimismo, capaz de produzir júbilo no teu mundo íntimo.

Reprime as observações menos dignas, as apreciações fúteis, as referências deprimentes e maliciosas.

Estimula a conversação edificante e quando não possas fazê-lo, reserva-te silêncio discreto, propiciatório a reflexões salutares.

Todo labor para alcançar êxito impõe a necessidade de uma técnica própria, de uma diretriz segura.

Indispensável exercitar-te mentalmente para o cometimento do perdão, a que estás chamado a cada instante.

Treina, então, a paciência, disciplinando a vontade e aprimorando a indulgência.

Não te permitas autocomiseração ou personalismo prejudicial.

Cada ser é o que constrói interiormente.

A vida sempre devolve o que recebe, tem cuidado.

O acusador gratuito e o perseguidor sistemático podem converter-se, sem que o saibam, em benfeitores valiosos. Aproveita-os.

Temperamentos e caracteres humanos há que produzem mais e melhor, quando fiscalizados ou submetidos a rigoroso controle.

Quem conhece a verdade, sempre consegue lograr benefícios em todas as situações, se desejar agir com acerto.

Olha em derredor:

A primavera perfumada pode ser considerada como o perdão da natureza ao rigor hibernal; O grão perdoa a terra que o esmaga, arrebentando-se em flor e fruto; O trigo agradece à mó que o tritura, transformando-se em pão...

Apura os sentidos e perceberás as respostas de Nosso Pai, através de convites ao amor, à beleza, à harmonia.

Integra-te no concerto de suas bênçãos e quando fores visitado pelo sofrimento que alguém te imponha, por qualquer razão, com facilidade perdoarás.

Joanna de Ângelis

Do Livro: Celeiro de Bênçãos
Psicografia: Divaldo Pereira Franco
Editora: LEAL

Oração Inicial:

<Adrianabcm> Senhor, ensina-nos:

a orar sem esquecer o trabalho;
a dar sem olhar a quem;
a servir sem perguntar até quando;
a sofrer sem magoar seja a quem for;
a progredir sem perder a simplicidade;
a semear o bem sem pensar nos resultados;
a desculpar sem condições;
a marchar para frente sem contar os obstáculos;
a ver sem malícia;
a escutar sem corromper os assuntos;
a falar sem ferir;
a compreender o próximo sem exigir entendimento;
a respeitar os semelhantes, sem reclamar consideração;
a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxa de reconhecimento.

Senhor, fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas dificuldades.

Ajuda-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será invariavelmente, aquela de cumprir-te os desígnios onde e como queiras, hoje agora e sempre.

Emmanuel

Exposição:

<Lucia_Oliveira> Boa noite a todos!

É muito bom podermos estar aqui, neste ambiente virtual, para falarmos sobre a Palavra do Cristo. Que Deus nos abençoe.

Todos nós buscamos alívio para nossas dores e aflições, sendo que a maior parte delas é causada pela nossa própria incúria, exceto aquelas decorrentes do despertar dos valores internos. O homem praticando a Lei de Deus, se poupa dos males e chega a uma felicidade tão grande quanto possa comportar sua existência.

Para tomarmos posse dessa felicidade, há necessidade de percorrermos um caminho, este caminho é aquele que o Mestre nos traçou, pois Ele é o nosso modelo e guia.

Jesus trouxe-nos a verdade, para nos libertarmos do sofrimento, através dos seus atos e da sua mensagem.

As bem-aventuranças nos fornecem esclarecimentos para o cessar das aflições, com mudança do ponto de vista. Sem passividade, porém com o esforço da reforma íntima.

Quando o Mestre nos fala para sermos brandos e pacíficos, pobres de espírito e misericordiosos, é que somente com tal comportamento, alcançaremos o fim almejado, que é a posse do reino que Jesus anunciou, ou seja, a felicidade.

A misericórdia é o complemento da brandura e consiste em esquecimento e perdão das ofensas.

Para praticarmos o perdão, há uma necessidade de iniciarmos o intento por nós mesmos, ou melhor, desenvolvermos o auto-perdão.

O primeiro e maior ofensor somos nós mesmos, e isso acontece quando nos distanciamos da nossa realidade íntima. Nesse caso há necessidade urgente do auto-perdão, do auto-encontro e de desenvolver valores. Quando nos deixamos levar pela inveja, que é a grande inimiga que necessitamos combater no nosso mundo íntimo, por se insinuar nas telas mentais desequilibrando nossas emoções, tornando-se assim fiscal impiedosa e capataz insensível, armando ciladas, vingando-se pelo pensamento, através da palavra e da ação (Joanna de Ângelis)... ou pelo rancor, como também nos fala Joanna, que guardar rancor é colecionar lixo moral, e, conseqüentemente aquele que assim procede, termina por enfermar, ou outros sentimentos negativos ofendendo a nós mesmos, necessitamos trabalhar, o autoperdão para poder concedê-lo ao nosso próximo.

Podemos classificar os nossos ofensores em duas classes:

Aqueles que nos ofendem por aquilo que representamos. Por exemplo, aquele que tem aversão à Doutrina Espírita, não tendo nada contra mim. Mas quando sabe que sou espírita, a sua aversão se transfere para a minha pessoa. Para esses devemos, como nos ensina a Lei de Amor, compreender procurando ser gentil com ele, sem nos atormentarmos por conquistá-lo.

A outra classe seria aquele que conquistamos no decorrer da nossa existência. Com esses também haverá a necessidade de anular o mal que praticamos, amando-os, pois somente o amor é capaz de fazer com que o ser ceda. Funciona como ímã que não lhe é possível resistir.

Jesus nos recomenda o perdão enquanto estivermos caminhando com o nosso adversário, pois quando este encontrar -se fora do corpo, terá mais facilidade em nos atormentar, fato no qual reside a maioria dos casos de obsessões.

Amando, compreendendo, mudaremos de faixa vibratória, tornando-nos imune ao ataque, pois como o Mestre nos falou o Amor cobre a multidão de pecados.

Não devemos desejar o desencarne dos nossos adversários, como os da sociedade. Nessa condição fica mais fácil a investida atuando no pensamento das criaturas, por eles se encontrarem livres.

A Doutrina Espírita nos ensina que fora da caridade não há salvação. Assim sendo, este também é um caminho para nos mantermos salvos dos processos obsessivos, pois no bem conseguiremos reformular valores e angariar a simpatia dos bons espíritos, sem nos esquecermos que foi o próprio Mestre quem nos falou:

"Em verdade vos digo, todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais humildes, foi a mim que o fizestes."

Assim sendo, o bem que ora fazemos já nos traz os benefícios proporcionais ao sentimento associado à ação.

Divaldo Pereira Franco nos conta que tinha um obsessor desde a sua infância que o acompanhou por longos anos. Quando já dirigindo a Mansão do Caminho, se aproximou enquanto Divaldo recebia uma criança, e se dirigiu a ele, interrogando-o se iria adotar aquela criança que se apresentava tão feia, segundo suas palavras. Divaldo, mostrando-se caridoso para com a criança, disse-lhe que não só a acolheria, mas como também lhe daria seu nome. O obsessor se rendeu com a atitude da sua vítima, pois aquele espírito havia sido sua mãe no passado, comprovando assim que ação no bem anula o mal.

O perdão que agora concedes será teu padrinho amanhã quando necessitares da benevolência.

"... Se alguém te deseja que sejas infeliz, age de forma contrária viva com alegria." (Joanna de Ângelis)

Assim nos ensinou Jesus, que continua nos conclamando para irmos até Ele, pois somente Ele nos ajudará a alcançar esse Reino, somente Ele nos alivia as dores. Deixando-nos impregnar pela Sua Luz, pelo Seu Amor, permitiremos que Ele trabalhe através de nós.

Digamos como Paulo: "Não sou eu mais quem vive, mas o Cristo que vive em mim."

Oração Final:

<Adrianabcm> Pai amado e bondoso, nós te agradecemos a oportunidade do estudo, a doutrina maravilhosa que nos consola e esclarece, as bênçãos que recaem sobre nós, mesmo não sendo nós merecedores delas, a Tua constante presença ao nosso lado, nos amando incondicionalmente! Pai, perdoa nossa pequenez e ajuda-nos a enxergar em nossos desafetos, os irmãos com quem precisamos nos reconciliar e viver o amor fraterno, para nosso próprio bem! Olha pelos irmãos desencarnados que certamente leram estas palavras trazidas pela Lúcia. Que eles também possam refletir sobre o esquecimento dos rancores e mágoas. Fica conosco, Pai, agora e sempre!

Que assim seja!