Estudando o Espiritismo

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domingo, 26 de junho de 2016

Meu Reino não é deste Mundo no LE

O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Per. 1017 e 1018: Meu Reino não é deste Mundo.
Per. 1017: Em que sentido é preciso entender estas palavras do Cristo: Meu reino não é deste mundo?
R. Assim respondendo, o Cristo falava num sentido figurado. Ele queria dizer que não reina senão sobre os corações puros e desinteressados. Ele está por toda parte, onde domina o amor ao bem; mas os homens ávidos de coisas deste mundo e ligados aos bens da Terra, não estão com Ele.
Per. 1018: Jamais o reino do bem poderá ter lugar sobre a Terra?
R. O bem reinará sobre a Terra quando, entre os Espíritos que vêm habitá-la, os bons vencerem sobre os maus. Então, farão nela reinar o amor e a justiça que são a fonte do bem e da felicidade. É pelo progresso moral e pela prática das Leis de Deus que o homem atrairá sobre a Terra os bons Espíritos e dela afastará os maus. Mas os maus não a deixarão senão quando dela forem banidos o orgulho e o egoísmo.
A transformação da Humanidade foi predita e atingis esse momento, que apressam todos os homens que ajudam o progresso. Ela se cumprirá pela encarnação de Espíritos melhores, que constituirão sobre a Terra uma nova geração. Então, os Espíritos dos maus, que a morte ceifa cada dia, e todos aqueles que tendem atrasar a marcha das coisas, dela serão excluídos, porque serão deslocados do convívio com os homens de bem, dos quais perturbariam a felicidade. Eles irão para mundos novos, menos avançados, cumprir missões penosas, onde poderão trabalhar para seu próprio adiantamento, ao mesmo tempo que trabalharão para o adiantamento de seus irmãos ainda mais atrasados. Não vedes nessa exclusão da Terra transformada a sublime figura do Paraíso perdido, e no homem chegado sobre a Terra em semelhantes condições, e trazendo em si o germe de suas paixões e os traços de sua inferioridade primitiva, a figura não menos sublime do pecado original? O pecado original, considerado sob esse ponto de vista, prende-se à natureza ainda imperfeita do homem que não é responsável senão por si mesmo e suas faltas, e não das de seus pais. Todos vós, homens de fé e de boa vontade, trabalhai, portanto, com zelo e coragem na grande obra da regeneração, porque colhereis centuplicado o grão que houverdes semeado. Infelizes aqueles que fecham os olhos à luz, porque se preparam para longos séculos de trevas e decepções. Infelizes dos que colocam todas as suas alegrias nos bens deste mundo, porque sofrerão mais privações do que tiveram de prazeres. Infelizes, sobretudo os egoístas, porque não encontrarão ninguém para os ajudar a carregar o fardo de suas misérias.
SÃO LUÍS