Estudando o Espiritismo

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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Espiritismo: uma nova era pra humanidade

Espiritismo: uma nova era pra humanidade



Refletindo sobre os flagelos, torturas, atrocidades e perseguições causados pelas religiões ao longo do processo histórico da humanidade e também constatando a existência de líderes religiosos que busca se utilizar da religião para auto promoção, verifica-se que um dos grandes desafios para a alma humana é a construção da fé. Pois, o próprio Jesus, o príncipe da paz, a luz do mundo, que "veio para que todos tenham vida em abundância", teve seus ensinos deturpados e utilizados para torturas e perseguições implacáveis.

Contudo, nesta jornada de muitas idas e vindas à estação terrena, por meio da reencarnação, a ligação entre Criador e criatura vai sendo tecida e renovada pelos fios da fé. Assim, estagiamos nas "crenças", que são as peculiares ao nosso momento espiritual, mental e psicológico, até que estejamos em condições a erigir o Reino de Deus dentro de nós, e para tal empreitada faz-se indispensável a argamassa da fé. Mas não a fé, simplesmente no sentido de crer, mas de saber, ter certezas.

Neste sentido, eis que chega à face da Terra um divisor de águas, que como uma Fênix nos faz renascer das cinzas da materialidade tosca da vida "O Livro dos Espíritos", publicado em 18 de Abril de 1857, em Paris, pelo eminente educador Hippolyte Léon Denizard Rivail, sob o pseudônimo de Allan Kardec, marcando com a primeira edição desta obra o surgimento do Espiritismo. E, como nos lembra o Espírito de Verdade, no prefácio de O Evangelho Segundo o Espiritismo, "Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes do Céu, qual imenso exército que se movimenta aos receber as ordens do seu comando, espalham-se por toda a superfície da Terra e, semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar os caminhos e abrir os olhos aos cegos".

A humanidade terrena, nos meados do século XIX, apresentava avanços que lhe permitia receber uma nova revelação, um novo tempo, uma nova era calcada no Espírito, o Ser imortal.

Daí, então, que as dúvidas, não apenas as circunstanciais, mas, sobretudo, as de caráter existencial, encontram seu escoadouro no conteúdo seguro que a Doutrina Espírita traz em seu bojo, considerando que nos apresenta uma fé raciocinada, não mais cega e cheia de mistérios e misticismo, pois alicerçada na ciência, na filosofia e na religião.

No aspecto filosófico responde todas as questões que sempre perscrutaram a alma humana, que até então nenhuma filosofia ou religião havia respondido, tais como: quem somos, de onde viemos, qual o propósito da existência humana, o que nos aguarda após a morte física?

Utilizando de métodos científicos, o codificador da Doutrina Espírita, comprova a imortalidade da alma e, por meio dos Espíritos Superiores, responde todos os questionamentos filosóficos, de forma lógica e racional.

Pelo caráter religioso, busca resgatar a moral ensinada por Jesus, apresentando-o como modelo e guia da humanidade, cujos ensinos devem ser vivenciados e aplicados nas mais diversas situações da vida. Além de possuir o tríplice aspecto científico, filosófico e religioso, o Espiritismo está sedimentado em dois princípios fundamentais: a existência de Deus, criador do universo e pai soberanamente justo e bom, e a imortalidade da alma. Destes dois princípios decorrem outros igualmente estruturantes do arcabouço doutrinário, tais como: a pluralidade das existências físicas (reencarnação), para atingir a perfeição e a felicidade plena, como asseverou Jesus "Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo"; a comunicabilidade entre os seres encarnados e os desencarnados, por meio da mediunidade, como comprova as revelações trazidas pelos profetas e registradas nos Livros Sagrados; a pluralidade dos mundos habitados, demonstrando que a Terra não é a única morada dos filhos de Deus, em perfeita sintonia com a citação do Mestre "Na Casa do Meu Pai há muitas moradas".

Além destes princípios básicos, o Espiritismo revela a existência de um conjunto de leis divinas, sob as quais todos nós estamos submetidos, independentemente da nossa vontade. Destaca-se, dentre outras, a Lei de Causa e Efeito, a Lei de Progresso ou Lei de Evolução universal, Lei de Sociedade, sendo a mais importante a Lei de Justiça, Amor e Caridade, visto que é por meio dela que o ser humano pode adiantar-se mais na vida espiritual e resume todas as outras leis.

A fé fundamentada nestes parâmetros permite-nos compreender os mecanismos da justiça divina, emanada de um Pai amoroso e justo, que concede a cada um de seus filhos, quando se equivoca, novas oportunidades para reajustar a sua consciência com as leis divinas e para a sua redenção. Permite-nos entender as razões da dor, do sofrimento humano e das aparentes injustiças, porque sabe que o homem é o construtor do seu próprio destino e da sua felicidade. Por fim, proporciona-nos serenidade para a superação dos desafios e encorajamento para "prosseguir para o alvo", que é a perfeição.

Jovina Nevoleti Correia, presidente da URE (União Regional Espírita)