Estudando o Espiritismo

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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Chico sobre a Nova Era


http://www.avozdoespiritismo.com.br/chico-sobre-a-nova-era


Amigos queridos,

Há duas semanas atrás enviamos aos amigos uma entrevista de Geraldo Lemos Neto, nosso Geraldinho, a respeito das palavras de Chico Xavier sobre o derradeiro momento espiritual que vivemos. Como nao haveria de ser recebi um enxurrada de emails. Pelo jeito a coisa se alastrou e desta vez, mesmo com as críticas, que ocorreram maldosas às vezes, me senti muito feliz por todas elas. Foi um belo sinal de que o email avançou a muitas pessoas e que nossas ideias estão acompanhadas de pessoas sábias que dizem aquilo que sentimos e pensamos. Como alguns amigos cobraram o que Geraldinho disse sobretudo na questão dos 50 anos, que causou muita polêmica, abaixo envio a vocês duas perguntas contidas no Pinga-Fogo em que Chico fala sobre isso.

A segunda pergunta, feita pelo reporter Saulo Gomes, envio a vocês o video da resposta, ou seja, Chico falando sobre isso. Atente-se ao fato das datas. Estamos no video em 1971, e veja que nele Chico falará sobre os 50 anos. Veja que nao é força de expressão, mas sim palavras que ele esta repetindo do próprio Emmanuel.

Um grande abraço

Roberto Silveira

Aquário, a Era Maravilhosa Terá um Preço: A Paz •

Hele Alves — Eu queria saber agora o seguinte: Os espíritas dizem que os renascimentos sucessivos da criatura humana têm por objetivo a sua evolução. Outras correntes espiritualistas como os teosofistas, os messiânicos, também dizem que nós estamos no limiar de uma era de grande beleza, a era de Aquário, na qual a humanidade será muito feliz. Eu gostaria de perguntar ao senhor o seguinte. — Se temos mais de uma dezena de séculos de evolução, se estamos no limiar de uma era de encontro da criatura humana consigo própria, como que o senhor explica as violências do mundo atual como a guerra do Vietnã, a violência da sociedade de consumo. Isso a nosso ver, não representa uma grande evolução da humanidade.

Chico Xavier — Esses fenômenos todos — diz o nosso Emmanuel que está presente — caracterizam mesmo o período de transformação em que nós nos encontramos. Diz ele: O nosso companheiro materialista dirá: Natureza. Mas para nós os religiosos, Natureza é sinônimo de manifestação de Deus. Então Deus cria a Natureza, Deus cria a vida, mas o homem, os homens ou as mulheres do planeta, são filhos de Deus e podem modificar a criação de Deus. Nós nos encontramos no limiar de uma era extraordinária, se nos mostrarmos capacitados coletivamente a recebê-la com a dignidade devida. Se os países mais cultos do globo puderem suportar a pressão dos seus próprios problemas, sem entrar em choques destrutivos, como, por exemplo: guerra de extermínio, que deixará conseqüências imprevisíveis para nós todos no planeta, então veremos uma era extraordinariamente maravilhosa para o homem, porque a própria automação — diz ele — nos está dizendo que vamos ser aliviados ou quase que aposentados do trabalho mais rude no trato com o planeta, para a educação da nossa vida mental, através de informações sobre o Universo com proveito enorme, proveito incalculável para benefício da humanidade. Mas isso terá um preço. Será o preço da paz. Se pudermos nos suportar uns aos outros, amar uns aos outros, seguindo os preceitos de Jesus, até que essa era prevaleça, provavelmente no próximo milênio, não sabemos se no princípio, se nos meados ou se no fim. O terceiro milênio nos promete maravilhas, mas se o homem, filho e herdeiro de Deus, também se mostrar digno dessas concessões. Senão vamos agüentar nós todos, talvez com as estacas zero ou quase zero para recomeçar tudo de novo.

As Cidades de Vidro O Fim do Período Bélico •

Saulo Gomes— O Luiz Lopes, que é o nosso companheiro da TV-Globo, formula esta pergunta: Nossa humanidade assiste neste momento a mais um lance dramático da corrida espacial ”Apoio 15” se encaminha para a Lua. ’• Acreditam os mestres espirituais de Chico Xavier que ainda em nossa atual civilização o homem poderá entrar em contato com civilizações de outros planetas?

Chico Xavier — Estamos subordinando a resposta ao mesmo critério com que foi estruturada a informação para a nossa estimada entrevistadora que falou sobre a nova era. Se não entrarmos numa guerra de extermínio nos próximos 50 anos, então nós podemos esperar realizações extraordinárias da ciência humana partindo da Lua. Então diz o nosso Emmanuel, que está presente, que quando Cristóvão Colombo perambulava pelas cortes européias, pedindo socorro para descobrir um caminho mais fácil para as índias, muita gente considerou o programa dele como absolutamente inútil para a humanidade, que aquilo era uma despesa absolutamente inócua e que iria pesar demasiadamente no orçamento de qualquer povo, até que ele conseguisse o apoio de Fernando e Isabel, os então soberanos de Castela. Mas nós hoje sabemos, depois de quase 5 séculos, qual a importância do feito. Então nós não podemos, também, acusar os nossos irmãos que estão se dirigindo à Lua para pesquisas que devem ser consideradas da máxima importância para o nosso progresso futuro, porque as despesas efetuadas com isso serão naturalmente compensadas, talvez com a tranqüilidade para uma sociedade mais pacífica na Terra, porque se não entrarmos, por exemplo, num conflito de proporções imensas, então na Lua é possível que o homem construa as cidades de vidro, as cidades-estufas, onde cientistas possam estabelecer pontos de apoio para observação da nossa Galáxia.

Essas cidades não são sonhos da Ciência, essas cidades, naturalmente com muito sacrifício da humanidade terrestre, podem ser feitas e provavelmente — vamos dizer — vai se obter azoto e oxigênio e usinas de alumínio e formações de vidro e matéria plástica na própria Lua para a construção desses redutos, produtos da ciência terrestre e provavelmente a água fornecida pelo próprio solo lunar. Então, teremos, quem sabe, a possibilidade de entrar em contato com outras comunidades da nossa Galáxia. Então vamos, definitivamente, encerrar o período bélico na evolução dos povos terrestres, porque nós vamos compreender que fazemos parte de uma só família universal, que não somos o único mundo criado por Deus. O próprio Jesus a quem reverenciamos como Nosso Senhor e mestre, disse: ”Há muitas moradas na casa de meu pai.” Portanto, nós precisamos prestigiar a paz dos povos, a tranqüilidade de todos com o respeito de todos, com a veneração máxima pela Ciência para que nós possamos auferir esses benefícios num futuro talvez mais próximo do que remoto, se nós fizermos por merecer.

Vejam o video no site  youtube.