Estudando o Espiritismo

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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Tristeza, melancolia e depressão

Tristeza, melancolia e depressão

" Senhor! Fortalece-nos a fé para que a paciência esteja conosco. Por tua paciência, vivemos. Por tua paciência, caminhamos. Auxilia-nos, por misericórdia, a aprender tolerância, a fim de que estejamos em tua paz. É por tua paciência que a esperança nos ilumina e a compreensão se nos levanta no íntimo da alma. Agradecemos todos os dons de que nos enriqueces a vida, mas te rogamos nos resguarde a paciência de uns para com os outros, para que estejamos contigo, tanto quanto estás conosco, hoje e sempre." —Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, emTesouro da Alegria.

Ensina-nos o dicionário que melancolia significa: estado mórbido caracterizado por tristeza e depressão; pesar; mágoa; desgosto.

Assim sendo, tomemos as três expressões como sinônimas que são abordadas pelos espíritos no Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo V, item 25 da seguinte forma: " Sabeis por que uma vaga tristeza se apodera por vezes dos vossos corações e vos faz achar a vida tão amarga? É o vosso Espírito que aspira à felicidade e à liberdade e que, preso ao corpo que lhe serve de prisão, se extenua em vãos esforços para dele sair. Mas, vendo que são inúteis, cai no desencorajamento, e o corpo, suportando sua influência, a languidez, o abatimento e uma espécie de apatia se apoderam de vós, e vos achais infelizes".

A tristeza portanto nasce de um sentimento de rebeldia, e porque não dizer de ignorância nossa diante da sabedoria divina, que nos presenteia com a vida na Terra (com todas suas dores e alegrias) para que desenvolvamos nossas potencialidades superiores de auto-realização e amor ao próximo. No entanto, ficamos presos à dor momentânea e esquecemos de olhar nosso próximo, que na maioria das vezes sofre verdadeiramente muito mais que nós, além do fato de desconhecermos —ou desconsiderarmos, quando o sabemos— as razões geradoras da presente dor e o valor de a suportarmos com paciência, a fim de ficarmos em paz com nossa consciência. Continua a explicação dos Espíritos à cerca da melancolia: "Crede-me, resisti com energia a essas impressões que enfraquecem vossa vontade.

Essas aspirações para uma vida melhor são inatas no espírito de todos os homens, mas não as procureis neste mundo; e, atualmente, quando Deus vos envia seus Espíritos para vos instruírem sobre a felicidade que vos reserva, esperai pacientemente o anjo da libertação que deve vos ajudar a romper os laços que mantêm vosso Espírito cativo. Lembrai-vos de que tendes a cumprir, durante vossa prova na Terra, uma missão de que não suspeitais, seja em vos devotando à vossa família, seja cumprindo os diversos deveres que Deus vos confiou. E se no curso dessa prova, e desepenhando vossa tarefa, vedes os cuidados, as inquietações, os desgostos precipitarem-se sobre vós, sede fortes e corajosos para os suportar. Afrontai-os francamente; eles são de curta duração e devem vos conduzir para perto dos amigos que chorais, que se regozijarão com a vossa chegada entre eles e vos estenderão os braços para vos conduzir a um lugar onde os desgostos da Terra não tem acesso" .

Cabe a lembrança de que todos fomos criados simples e ignorantes e diante do livre-arbítrio que o Pai nos concedeu, muitos escolheram o caminho do bem e evoluíram sem embaraços, enquanto que uma grande maioria escolheu o longo caminho do mal, para retomar o do bem após o percurso das lágrimas e dos enganos. Todos estamos destinados à luz do amor e à paz da alma. Não há como fugir deste caminho. A doutrina espírita é a voz meiga do Nazareno que desceu dos céus para nos dizer: sofre com paciência agora para apaziguar sua consciência que errou no passado e prepare-se para conhecer e viver verdadeiramente a paz e o amor. Por agora, pratica a caridade que é o caminho para a libertação.