Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 26 de maio de 2016

SUICÍDIO


DEFINIÇÃO

Origina-se do latim, na junção das palavras:
SUI (si mesmo) + CAEDERES (ação de matar)
Num aspecto geral, o suicídio é o ato voluntário por qual um indivíduo possui a intenção e provoca a própria morte.

PODE SER…

Voluntário: realizado através de atos.
Ex.: tiros, envenenamento, enforcamento, afogamento, etc...
Involuntário: uso de drogas, bebidas, fumo, exagero de comida, etc...
É um ato exclusivamente humano e está presente em todas as culturas.

 ESTATÍSTICAS:

Índices mundiais: de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o suicídio está entre as 20 primeiras causas de morte no mundo para todas faixas etárias.
Todo ano cerca de 1 milhão de pessoas morrem por suicídio, sendo o número de tentativas ainda maior.
O número de suicídios entre os homens é maior que em mulheres.
Quando se trata de tentativas, a situação se inverte.
As mulheres cometem três vezes mais tentativas de suicídio que os homens.
No entanto os homens são mais eficazes, isso porque as mulheres recorrem a métodos mais brandos, como, por exemplo, envenenamento, enquanto os homens usam armas de fogo, enforcamento, afogamento, etc...
A porcentagem de casos de suicídio aumentou em 60% em 50 anos.
A OMS estima que cerca de 3.000 pessoas suicidam-se diariamente no mundo.
Isso representa um suicídio a cada 30 ou 40 segundos, e já é a 3ª causa de mortalidade na faixa etária dos 15 aos 34 anos, de ambos os sexos.
As taxas de suicídio variam muito entre os países da Europa, mas os da ex-URSS, assim como o Japão, a China e a Austrália, são muito altos.
Entre os países Americanos, Cuba figura entre as mais altas.
No Brasil (índices de 2010) cerca de 25 pessoas se suicidam por dia.
Suicídio entre jovens: Entre os jovens (faixa etária entre 15 e 24 anos) o suicídio já é a 3ª causa de morte, atrás apenas dos acidentes e homicídios. O aumento no consumo de álcool e drogas pode justificar o aumento.

HISTÓRICO:

Na civilização romana, a morte não era significativa, o importante era a forma de morrer.
Para os primeiros cristãos, a morte significava a libertação, pois a vida era um vale de lágrimas.
Nesse momento a morte surgia como um atalho para o paraíso.
No séc. V e VI, nos Concílios de Orleans, Braga e Toledo proibiram as honras fúnebres aos que se suicidassem e determinavam que mesmo aquele que não tivesse sucesso em uma tentativa de morte seria excomungado.
Assim, o suicídio passou a ser considerado crime, que poderia implicar na condenação dos que fracassavam.
Um ponto significativo a ser analisado é que os casos de suicídio foram extremamente raros nos campos de concentração, o que reforça as evidências de que as condições exteriores (mesmo as mais brutais) não explicam o fenômeno.
A história nos lembra alguns suicidas: Alberto Santos Dumont (tiro), Adolf Hitler (tiro), Cleópatra (picada de cobra), Getúlio Vargas (tiro), Vicent Van Gogh (tiro) e o bragantino Raul Leme (tiro).

Para refletir:

Deus, Jesus e os Espíritos Superiores pregam a vida , então vamos fomentar essa idéia. O conhecimento elimina a escuridão. A luz dissipa as trevas. O amor energiza a alma. Deus quer a vida...

VISÃO ESPÍRITA DO SUICÍDIO:

Obras Básicas:

Livro dos Espíritos

Nas questões 943 a 957, Allan Kardec discute o tema apontando as causas e consequências deste ato sinistro.
Diz-nos que o desgosto pela vida é efeito da ociosidade, da falta de fé e geralmente da saciedade.
Para aqueles que exercem as suas faculdades com fim útil e segundo as suas aptidões naturais , o trabalho nada tem de árido, a vida escoa mais rapidamente.
Os Espíritos nos advertem que quem comete suicídio responde como um criminoso.
Acrescenta ainda que aquele que tira a própria vida para fugir a vergonha de uma má ação, prova que tem mais em conta a estima dos homens que a de Deus, porque vai entrar na vida espiritual carregando seus desequilíbrios, tendo-se privado dos meios de repará-los durante a vida.
Deus leva em conta nosso arrependimento sincero e nosso esforço de reparação, mas o suicídio nada repara.

Evangelho Segundo o Espiritismo

Cap. V: “Bem aventurados os aflitos”. Analisa o suicídio juntamente com a loucura, e nos diz que “a calma e a resignação , hauridas na maneira de encarar a vida terrestre, e na fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo para todos os males da humanidade”.
Não só nos explica os meios de nos livramos da pena, mas, também, nos alerta para o bem e mal sofrer.
Fala-nos que a incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as idéias materialista, são os maiores excitantes ao suicídio, pois elas nos dão a covardia moral.

O Céu e o Inferno

Cap. V: Há relatos dos próprios suicidas sobre seu estado infeliz na erraticidade.
Verificando cada um deles, vamos observar que, embora o sofrimento seja passageiro, nem por isso deixa de ser difícil, pois o remorso não tem fim.

Obras complementares

Memórias de Um Suicida

Fala-se do vale dos suicidas, ou seja, o lugar para onde vão as espíritos daqueles que cometeram o suicídio. Por que vale? É o lugar que tem um desnível com relação ao plano.
Dá-se a impressão que todos que cometem o suicídio vão para esse lugar de sofrimento atroz, em que figuras dantescas aparecem a todo momento.
Ainda em Memórias de um suicida é relatado:
- A perplexidade perante a continuidade da existência;
- Ligação muito intensa com a matéria (sentem fome, frio, rigidez cadavérica);
- Reflexos dos traumas no periespirito: feridas sangrando, mutilações decorrentes do ato;
- Identificação vibracional com outros desencarnados nas mesmas condições;
- Lembrança constante do ato do suicídio;
- Não consegue se aproximar de parentes desencarnados.

 PARA REFLETIR:

“O suicídio é o fracasso da coragem.”
(Santo Agostinho)

“O suicídio faz com que os amigos e familiares se sintam seus assassinos.”
(Vicent Van Gogh)
“Os motivos de suicídio são de ordem passageira e humana; a razões para viver são de ordem eterna e sobre-humana.”
(Leon Denis)

 Mecanismos da Mediunidade

O Espírito André Luiz, ao discutir sobre a ideoplastia (força-pensamento), nos fornece elementos para a nossa reflexão sobre o tema.
Se muitos ficam pensando no suicídio, eles criam um campo mental, uma espécie de aura de formas-pensamento; e se um indivíduo menos avisado entrar nessa faixa vibratória, ele poderá ser induzido a cometer o suicídio.
Por isso, precisamos tomar cuidado com o teor energético do nosso pensamento, pois uma vez emitido ele criará as forças desencadeantes para a ação.

REFLEXÕES BASEADAS NO ESPIRITISMO:

Continuar vivo
 Um dos grandes desapontamentos de quem comete o suicídio, pensando que teria dado cabo da vida, é a surpresa que continua vivo. Então, de que vale tirar-nos a vida se continuamos vivos ?

Atenuantes e Agravantes
Não podemos e não devemos generalizar; isto é rotular todos os Espíritos que cometeram suicídio, colocando-os num mesmo grau de sofrimento e punição.
Há que se considerar a influência que receberam dos outros, de seus estados mentais, etc.
Será que nós, com o nosso modo impensado de agir, não os induzimos involuntariamente? Será que a sociedade, pelo seu descaso, não deixou de auxiliá-los, quando podia fazê-lo?
O Espírita tem de opor-se à idéia do suicídio. A certeza da vida futura lhe dá condições de saber que será menos ou mais feliz de acordo com a resignação com que tiver suportado os sofrimentos aqui na Terra.

Orar e vigiar
Há muitos momentos de angustia, de solidão, mas temos que passar por cima como um trator que vai moendo tudo o que lhe vem de encontro.
Utilizando-nos da prece e da vigilância, podemos aliviar muitos males do pensamento.

CONCLUSÕES:

Enfrentemos a nossa vida, esta é a nossa oportunidade de evolução.
Lembremo-nos de que o problema pode não ser tão grave quanto a nossa imaginação o pinta.
Quem sabe se esperarmos um pouco mais, exercitando a paciência e resignação, a dificuldade não toma outro rumo, a doença não recebe o remédio correto, o desgosto não tem o consolo necessário?
Depositemos a nossa confiança em Deus. Ele sabe o momento oportuno de nos tirar do embaraço.

Não se mate, você não morre…

(Palestra proferida na CASA por Silvana Sabella)