Estudando o Espiritismo

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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Provas Voluntárias e Verdadeiro Cilício-

Provas Voluntárias e Verdadeiro Cilício-

Centro Espírita Francisco de Assis - Depto do Evangelho no Lar - segunda-feira, 5 de outubro de 2015
HORA DO EVANGELHO NO LAR


“O espírita deve pensar que sua vida inteira tem de ser um ato de amor e de abnegação, e que por mais que faça para contrariar as decisões do Senhor, sua justiça seguirá o seu curso”.
” (ESE - Cap. V – item 27)


PRECE INICIAL


Queridos irmãos, que a Paz de Jesus nos envolva e nos ampare neste nosso encontro de corações. Vamos elevando nossos pensamentos a Jesus e vamos orar: Mestre Jesus, que o estudo de hoje possa nos iluminar e nos fazer refletir com clareza sobre nossas ações de cada dia, lembrando-nos sempre que, cada gesto de amor que realizarmos em favor de nossos semelhantes é mais um passo na direção de nossa evolução espiritual. Envolva-nos com Tuas doces vibrações, inspire-nos Mestre, auxilie-nos o entendimento e acima de tudo, mostre-nos o caminho do bem, para que possamos dar continuidade a nossa evolução moral e espiritual. Que ao fim dos estudos possamos estar mais enriquecidos em nossos conceitos doutrinários. E assim, em Teu nome, em nome de Francisco de Assis, mas sobretudo em nome de Deus, iniciamos os estudos de hoje.
Que assim seja!
Graças a Deus. Graças a Jesus. (se preferir faça sua prece do coração)

LEITURA INICIAL

Cilícios

Antigamente, quem pretendia alcançar o Céu, através do caminho religioso, usava cilícios inquietantes com que castigava a carne dolorida.
Hoje, porém, compreendemos que a matéria, embora viva com os milhões de corpúsculos que a constituem, é recurso passivo ante a vibração espiritual.
Entendemos que a consciência vive ante o corpo na posição do maquinista perante a locomotiva.
A harmonia ou o desequilíbrio representam resultados da direção.
Não vale, pois, oprimir o sangue sem disciplinar o coração.
Na atualidade, possuímos cilícios valiosos que efetiva-mente cooperam em nossa redenção.
O silêncio amigo diante da calúnia impensada.
A renunciação a certos favores materiais, a benefício do companheiro que caminha conosco.
O sacrifício mudo pela afeição que se transviou no roteiro terrestre.
A doação dos recursos que nos façam falta, no amparo ao próximo.
A resistência às tentações de nossa própria natureza inferior.
O esquecimento de vantagens cabíveis à nossa situação, para que nossos companheiros se rejubilem com o êxito, antes de nós.
A gentileza sem reclamação.
A caridade sem pagamento.
A noite de vigília à cabeceira dos agonizantes.
O auxílio pessoal aos mais infelizes.
O sorriso amigo diante da suspeita sem razão de ser.
Semelhantes medidas são sempre elementos espirituais do mais alto valor ao nosso progresso.
O Senhor não nos induziu a atormentar o corpo, a fim de alcançarmos as Divinas Portas.
Aconselhou simplesmente a coragem de negarmos a nós mesmos, no combate ao nosso “eu” egoístico e absorvente, a fim de que tornemos a cruz dos nossos deveres de cada dia, seguindo-lhe os passos.
Certamente, se quisermos sustentar nos próprios ombros o madeiro de nossas obrigações, atingiremos com o Mestre a alvorada da redenção sublime para sempre.
Emmanuel do livro Cartas do Coração – Chico Xavier – espíritos Diversos.


LEITURA DO EVANGELHO


Capítulo V – Bem aventurados os aflitos
– itens 26 E 27 – Provas Voluntárias e Verdadeiro Cilício


UM ANJO DA GUARDA
Paris, 1863

26 – Perguntais se é permitido abrandar a vossas provas. Essa pergunta lembra estas outras: É permitido ao que se afoga procurar salvar-se? E a quem se espetou num espinho, retirá-lo? Ao que está doente, chamar um médico? As provas têm por fim exercitar a inteligência, assim como a paciência e a resignação. Um homem pode nascer numa posição penosa e difícil, precisamente para obrigá-lo a procurar os meios de vencer as dificuldades. O mérito consiste em suportar sem murmurações as conseqüências dos males que não se podem evitar, em preservar na luta, em não se desesperar quando não se sai bem, e nunca em deixar as coisas correrem, que seria antes preguiça que virtude.
Essa questão nos conduz naturalmente a outra. Desde que Jesus disse: “Bem-aventurados os aflitos”, há mérito em procurar as aflições, agravando as provas por meio de sofrimentos voluntários? A isso responderei muito claramente: Sim, é um grande mérito, quando os sofrimentos e as privações têm por fim o bem do próximo, porque se trata da caridade pelo sacrifício; não, quando eles só têm por fim o bem próprio, porque se trata de egoísmo pelo fanatismo.
Há uma grande distinção a fazer. Quanto a vós, pessoalmente, contentai-vos com as provas que Deus vos manda, não aumenteis a carga já por vezes bem pesada; aceitai-as sem queixas e com fé, eis tudo o que Ele vos pede. Não enfraqueçais o vosso corpo com privações inúteis e macerações sem propósito, porque tendes necessidades de todas as vossas forças, para cumprir vossa missão de trabalho na Terra. Torturar voluntariamente, martirizar o vosso corpo, é infligir a lei de Deus, que vos dá os meios de sustentá-lo e de fortalecê-lo. Debilitá-lo sem necessidade é um verdadeiro suicídio. Usai, mas não abuseis: tal é a lei. O abuso das melhores coisas traz as suas punições, pelas conseqüências inevitáveis.
Bem outra é a questão dos sofrimentos que uma pessoa se impõe para aliviar o próximo. Se suportardes o frio e a fome para agasalhar e alimentar aquele que necessita, e vosso corpo sofrer com isso, eis um sacrifício que é abençoado por Deus. Vós, que deixais vossos toucadores perfumados para levar consolação aos aposentos infectos; que sujais vossas mãos delicadas curando chagas; que vos privais do sono para velar à cabeceira de um doente que é vosso irmão em Deus; vós, enfim, que aplicais a vossa saúde na prática das boas obras, tendes nisso o vosso cilício, verdadeiro cilício de bênçãos, porque as alegrias do mundo não ressecaram o vosso coração. Vós não adormecestes no seio das voluptuosidades enlanguescedoras da fortuna, mas vos transformastes nos anjos consoladores dos pobres deserdados.
Mas vós que vos retirais do mundo para evitar suas seduções e viver no isolamento,qual a vossa utilidade na Terra? Onde está a vossa coragem nas provas, pois que fugis da luta e desertais do combate? Se quiserdes um cilício, aplicai-o à vossa alma e não ao vosso corpo; mortificai o vosso Espírito e não a vossa carne; fustigai o vosso orgulho; recebei as humilhações sem vos queixardes; machucai vosso amor próprio; insensibilizai-vos para a dor da injúria e da calúnia, mais pungente que a dor física. Eis aí o verdadeiro cilício, cujas feridas vos serão contadas, porque atestarão a vossa coragem e a vossa submissão à vontade de Deus.

*
BERNARDIN
Espírito protetor, Bordeaux, 1863

27 – Deve-se pôr termo às provas do próximo, quando se pode, ou devemos, por respeito aos desígnios de Deus, deixá-las seguir o seu curso?
Já vos dissemos e repetimos, muitas vezes, que estão na terra de expiação para completarem as vossas provas, e que tudo o que vos acontece é conseqüência de vossas existências anteriores, as parcelas da dívida que tendes a pagar. Mas este pensamento provoca em certas pessoas reflexões que devem ser afastadas, porque podem ter funestas conseqüências.
Pensam alguns que, uma vez que se está na Terra para expiar, é necessário que as provas sigam o seu curso. Há outros que chegam a pensar que não somente devemos evitar atenuá-las, mas também devemos contribuir para torná-las mais proveitosas, agravando-as. É um grande erro. Sim, vossas provas devem seguir o curso que Deus lhes traçou, mas acaso conheceis esse curso? Sabeis até que ponto elas devem ir, e se vosso Pai Misericordioso não disse ao sofrimento deste ou daquele vosso irmão: “Não irás além disto?” Sabeis se a Providência não vos escolheu, não como instrumento de suplício, para agravar o sofrimento do culpado, mas como bálsamo consolador, que deve cicatrizar as chagas abertas pela sua justiça?
Não digais, portanto, aos verdes um irmão ferido: “É a justiça de Deus, e é necessário que siga o seu curso”, mas dizei, ao contrário: “Vejamos que meios nosso Pai misericordioso me concedeu, para aliviar o sofrimento de meu irmão. Vejamos se o meu conforto moral, meu amparo material, meus conselhos, poderão ajudá-lo a transpor esta prova com mais força, paciência e resignação. Vejamos mesmo se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer cessar este sofrimento; se não me deu, como prova também, ou talvez como expiação, o poder de cortar o mal e substituí-lo pela benção da paz”.
Auxiliai-vos sempre, pois em vossas provas mútuas, e jamais vos encareis como instrumentos de tortura. Esse pensamento deve revoltar todo homem de bom coração, sobretudo os espíritas. Porque o espírito mais que qualquer outro, deve compreender a extensão infinita da bondade de Deus. O espírita deve pensar que sua vida inteira tem de ser um ato de amor e de abnegação, e que por mais que faça para contrariar as decisões do Senhor, sua justiça seguirá o seu curso. Ele pode, pois, sem medo, fazer todos os esforços para aliviar o amargor da expiação, porque somente Deus pode cortá-la ou prolongá-la, segundo o que julgar a respeito.
Não seria excessivo orgulho, da parte do homem, julgar-se com o direito de revolver, por assim dizer, a arma na ferida? De aumentar a dose de veneno para aquele que sofre, sob o pretexto de que essa é a sua expiação? Oh!, considerai-vos sempre como o instrumento escolhido para fazê-la cessar. Resumamos assim: estais todos na Terra para expiar; mas todos, sem exceção, deveis fazer todos os esforços para aliviar a expiação de vossos irmãos, segundo a lei de amor e caridade.

REFLEXÕES: faça aqui suas reflexões.
Texto auxiliar: O cilício é um cinto ou cordão de crina ou de arame fino, cheio de pontas, que cortam a pele. Eram utilizados antigamente, colocados diretamente sobre a pele, na cintura e até mesmo na perna, na altura da coxa, para pagarem penitências, para pagar pecados ou afugentar tentações e maus pensamentos. O cilício ainda é utilizado por algumas religiões, para a auto-flagelação, mas não tanto quanto já foi no passado. Hoje, não castigamos nosso corpo fisicamente, mas castigamos de outras formas, como por exemplo através de pensamento destruidores, das lastimações, reclamações de toda ordem,dos excessivos melindres, da magoa...
No passado, a utilização do cílio ferindo o corpo físico, no presente os pensamentos, descontrole psíquico fere nossa alma e nosso corpo físico. “O espírita deve pensar que sua vida inteira tem de ser um ato de amor e de abnegação, e que por mais que faça para contrariar as decisões do Senhor, sua justiça seguirá o seu curso”.
Que cada um de nós, dentro de nossas realidades, possamos fazer nossas reflexões sobre a lição de hoje e entendermos que nosso caminho deve ser o da compaixão, do amor ao próximo, do amor a Deus e do amor para conosco mesmo.

VIBRAÇÕES E PRECE FINAL

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia."
[Emmanuel / Chico Xavier]


Com os pensamentos elevados vamos doar e vibrar por todos aqueles que necessitam de um gesto amigo, de um bálsamo para suas dores.
Que em teu Nome, Pai Amado, em Nome de Jesus nosso Mestre e com o auxílio dos bons Espíritos, possamos ajudar àqueles que estão mais necessitados do que nós.
Pai, há quem esteja muito infeliz neste momento. De toda a alma te rogamos: abençoa os que sofrem! Dá a cada sofredor a suavização de suas dores, um bálsamo para suas tristezas!
Senhor, muitos de nossos irmãos estão nos vícios, no crime, nos grandes prejuízos físicos e morais. Rogamos que os Bons Espíritos, ajude algum irmão nosso a sair desse estado de doença espiritual e voltar ao equilíbrio e à dignidade.
Nos hospitais, nos lares, nos abrigos, pelas ruas ou em casas de repouso, os enfermos esperam um conforto e querem sarar. Senhor, que as nossas vibrações neste instante levem até eles o alívio para seus males e se for permitido, que recuperem a saúde.
Agora, Deus bondoso, vibramos pelas crianças e pelos jovens: que não lhes falte o amparo material e espiritual, o amor e a orientação da alma!
Abençoa, Senhor, os dirigentes de todas as nações, especialmente os do nosso país. Que sob tua proteção, governem com amor e justiça, em favor do seu povo.
Abençoa os maus, Senhor, afim de que se arrependam, progridam e se melhorem.
Abençoe Senhor a todos aqueles que estão desempregados, para que todos tenham a inspiração, esperança e fé, para que encontrem novos empregos.
Abençoe igualmente, Pai, as criaturas que, cheias de amor e boa vontade , querem praticar o bem, trabalhar em favor do próximo. Que consigam realizar todo o bem que desejam fazer! E que saibamos ampará-las e cooperar com elas em seus labores, em suas tarefas caridosas.
Que a proteção divina se estenda a todos os lares, ao nosso também, que neles reinem o respeito, a harmonia, a ajuda mútua e o amor.
Quanto a nós, Senhor, pedimos perdão de nossas falhas e te suplicamos, auxilia-nos a desenvolver as virtudes que colocaste dentro de nossa alma. Auxilia-nos a sermos mais serenos, compreensivos e fraternos uns com os outros.
E assim Mestre, rogamos ainda que os fluidos divinos sejam depositados em nossas águas e que através deles possamos adquirir mais saúde e vitalidade, força e coragem para as lutas de todos os dias.
Graças Vos damos Mestre Jesus, por podermos chegar ao final de mais um estudo, ajudando e sendo ajudados. Derrame Senhor, Tua luz de amor, de paz, de reequilíbrio sobre todos nós, para que estejamos sempre dispostos a cultivarmos coragem e sermos sempre fiéis às Leis de Deus.
Esteja conosco Senhor, hoje e sempre.
Que assim seja.

Bj carinhoso a todos e até a próxima semana.
Paz e Luz.
Depto de Evangelho no Lar - CEFA.