Estudando o Espiritismo

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sábado, 5 de março de 2016

Estruturas da Psique - Sigmund Freud (1856 – 1939)

http://ismaelpsicol.blogspot.com.br/2012/01/estruturas-da-psique-sigmund-freud-1856.html

As observações de Freud revelaram uma série interminável de conflitos e acordos psíquicos. Ele tentou ordenar este caos aparente propondo três componentes básicos estruturais da psique: o Id, o Ego e o Superego. De acordo com a teoria estrutural da mente, o id, o ego e o superego funcionam em diferentes níveis de consciência. Há um constante movimento de lembranças e impulsos de um nível para o outro.




ID - Contém tudo o que é herdado, que se acha presente no nascimento, que está presente na constituição. É a estrutura da personalidade original, básica e mais central, exposta tanto às exigências somáticas do corpo como aos efeitos do ego e do superego. Embora as outras partes da estrutura se desenvolvam a partir do ID, ele próprio é amorfo, caótico e desorganizado. Impulsos contraditórios existem lado a lado, sem que um anule o outro, ou sem que um diminua o outro. O ID é o reservatório das pulsões, da energia de toda a personalidade. Os conteúdos do ID são quase todos inconscientes, eles incluem configurações mentais que nunca se tornaram conscientes, assim como o material que foi considerado inaceitável pela consciência.

Um pensamento ou uma lembrança, excluído da consciência e localizado nas sombras do ID, é mesmo assim capaz de influenciar a vida mental de uma pessoa. Regido pelo princípio do prazer, o ID exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de consequências indesejáveis. Ao nascermos somos apenas ID (ou seja, ao nascer o indivíduo está voltado para as suas necessidades básicas). O bebê ao sentir fome chora até ter sua demanda satisfeita. Entretanto, se crescêssemos regidos pelo princípio do prazer não teríamos condições de viver em sociedade, pois arrancaríamos das mãos do outro aquilo que fosse necessário para satisfazer nossos próprios desejos.
EGO - é o centro da consciência, é a soma total dos pensamentos, ideias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais. É a parte mais superficial do indivíduo, a qual, modificada e torna consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do indivíduo. Obedece ao princípio da realidade, ou seja, à necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao ID sem transgredir as exigências do superego. É a parte do psiquismo que está em contato com a realidade externa. O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evoluiu do ID. Regido pelo princípio da realidade, o ego cuida dos impulsos do ID, tão logo encontre a circunstância adequada. Desejos inadequados não são satisfeitos, mas reprimidos. Como a casca de uma árvore, ele protege o ID, mas extrai dele a energia, a fim de realizar isto. Tem a tarefa de garantir a saúde, segurança e sanidade da personalidade. O ego se esforça pelo prazer e busca evitar o desprazer.


O ego é originalmente criado pelo ID na tentativa de enfrentar a necessidade de reduzir a tensão e aumentar o prazer. Para fazer isto, o ego, por sua vez, tem de controlar ou regular os impulsos do ID de modo que o indivíduo possa buscar soluções menos imediatas e mais realistas. O ID é sensível à necessidade, enquanto que o ego responde às oportunidades. Com referência aos acontecimentos externos, o Ego desempenha sua função dando conta dos estímulos externos, armazenando experiências sobre eles na memória, evitando o excesso de estímulos internos (mediante a fuga), lidando com estímulos moderados (através da adaptação) e aprendendo, através da atividade, a produzir modificações convenientes no mundo externo em seu próprio benefício.

SUPEREGO - ele se desenvolve não a partir do ID, mas a partir do ego. Atua como um juiz ou censor sobre as atividades e pensamentos do ego, nos alertando acerca do que é certo ou errado, do que podemos ou não fazer (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais) É a repressão, particularmente, a repressão sexual. Manifesta-se à consciência indiretamente, sob forma da moral, como um conjunto de interdições e deveres, e por meio da educação, pela produção do “eu ideal”, isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa. É o depósito dos códigos morais, modelos de conduta e dos construtos que constituem as inibições da personalidade. Freud descreve três funções do superego: consciência, auto-observação e formação de ideais. Enquanto consciência, o superego age tanto para restringir, proibir ou julgar a atividade consciente; mas também age inconscientemente. As restrições inconscientes são indiretas, aparecendo como compulsões ou proibições sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição. Segundo Freud, o SUPEREGO se forma a partir dos cinco anos de idade aproximadamente.

Ismael dos Santos