Estudando o Espiritismo

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sábado, 2 de janeiro de 2016

ENSAIO TEÓRICO DAS SENSAÇÕES E PERCEPÇÕES DOS ESPÍRITOS

PROGRAMA IV

ROTEIRO 13

VIDA ESPÍRITA
ENSAIO TEÓRICO DAS SENSAÇÕES E PERCEPÇÕES DOS ESPÍRITOS

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Identificar o papel do perispírito nas sensações e percepções de todos os fenômenos espíritas.
Explicar como e por que certos Espíritos sentem dores, fome, frio ou calor após a desencarnação. -

IDÉIAS PRINCIPAIS
"(...) O perispírito e o laço que a matéria do corpo prende o Espírito, que o tira do meio ambiente, do fluido universal
"(...) E o principio da vida orgânica, porem, não o da vida intelectual, que reside no Espírito. E, alem disso, o agente das sensações exteriores. No corpo, os órgãos, servindo-lhes de condutos, localizam essas sensações. Destruído o corpo, elas se tornam gerais. (...)" (2).
"(...) Durante a vida, o corpo recebe impressões exteriores e as transmite ao Espirito por intermédio do perispírito. (...). Ora, não sendo o perispírito, realmente, mais do que simples agente de transmissão, pois que no Espirito e que esta a consciência, lógico será deduzir-se que se pudesse existir perispírito sem Espirito, aquele nada sentiria, exatamente como um corpo que morreu. (...)" (4)
"(...)O corpo e o instrumento da dor. Se não e a causa primaria desta e, pelo menos, a causa imediata. A alma tem a percepção da dor: essa percepção e o efeito. A lembrança que da dor a alma conserva pode ser muito penosa, mas não pode ter ação física. (...)" (2).
"(...) Liberto do corpo, o Espirito pode sofrer, mas esse sofrimento não é corporal, embora não seja exclusivamente moral. (...)" (3)


FONTES DE CONSULTA

BÁSICAS
01 - KARDEC, Allan. Da Ação dos Espíritos sobre a Matéria. In: - . O Livro dos Médiuns. Trad. de Guillon Ribeiro. 45. Parte 2ª .tem 54, p. 71.
02 - Da Vida Espirita. In: - . O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Parte 2 -.Item 257, p. 165.
03 - Op. Cit. p. 166.
04 - Op. Cit. p. 167.
05 - Op. Cit. p. 168.
06 - Op. Cit. p. 169-170.
07 - Dos Espíritos . In: Ä. O Livro dos Espíritos . Trad. de Guillon Ribeiro. 57. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Parte 2 .Questão 82, p. 81-82.

COMPLEMENTARES
08. XAVIER, Francisco Cândido. No Plano Carnal. In: Roteiro. 5. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1980. p. 15.

ENSAIO TEÓRICO DAS SENSAÇÕES E PERCEPÇÕES DOS ESPÍRITOS

Na questão nº 82 de O Livro dos Espíritos, Kardec formula a seguinte indagação: ' Será certo dizer-se que os Espíritos são imateriais? "(...) Imaterial não e bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espirito ha de ser alguma coisa. ~ a mateira quintessenciada, mas sem analogia para vos outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos. (...)" (7)Em face do esclarecimento acima, deduz-se que as sensações e percepções dos Espíritos são diferentes, conforme seu grau de evolução e o estado de encarnação ou de desencarnado em que se encontram.
A - NO PLANO CARNAL
"(...) H  no homem três componentes: 1º, a alma, ou Espirito, principio inteligente, onde tem sua sede o senso moral; 2º, o corpo, invólucro grosseiro, material, de que ele se revestiu temporariamente, em cumprimento de certos desígnios providenciais; 3º, o perispírito, envoltório fluídico semimaterial, que serve de ligação entre a alma e o corpo. (...)" (1)
"(...) Durante a vida, o corpo recebe impressões exteriores e as transmite ao Espirito por intermédio do perispírito (...~" (4). No entanto, as percepções e sensações ficam sensivelmente reduzidas conforme nos esclarecem os Espíritos Superiores.
"Isolado na concha milagrosa do corpo, o Espirito esta reduzido em suas percepções a limites que se fazem necessários.
A esfera senhorial funciona, para ele, a maneira de câmara abafadora.
Visão, audição, tato, padecem enormes restrições.
O cérebro físico e um gabinete escuro, proporcionando-lhe ensejo de recapitular e reaprender.
Conhecimentos adquiridos e hábitos profundamente arraigados nos séculos ai jazem na forma estática de intuições e tendências. (...)''(8)
B - NO PLANO ESPIRITUAL
"(...) Ensina-nos a experiência que, por ocasião da morte, o perispírito se desprende mais ou menos lentamente do corpo; que durante os primeiros minutos depois da desencarnação, o Espirito não encontra explicação para a situação em que se acha. Crê não estar mor to, por isso que se sente vivo; vê a um lado o corpo, sabe que lhe pertence, mas não compreende que esteja separado dele. Essa situação dura enquanto haja qualquer ligação entre o corpo e o perispírito. ( . . . ) " (~)
Este fato leva muitas vezes o Espirito a sentir sensações de dor, frio, calor e, algumas vezes, ate os vermes corroerem o seu corpo físico em decomposição. Sabemos que os vermes não lhe roem o perispírito, assim como ele não está sujeito as sensações físicas de frio, calor, dor, etc. Não sendo completa a separação do corpo e do perispírito, há uma repercussão moral que se reproduz e transmite ao Espirito ocorrências dessa ordem. Inúmeras vezes já não há ligação entre o corpo e o perispírito, pois o primeiro ate já se decompôs, no entanto, a lembrança e a sensação do fato ocorrido, aliadas à dor e ao remorso, repercutem por muitos anos, mantendo a impressão de que aquele fato se dá na atualidade.
Por outro lado, os Espíritos com maior grau de evolução tornam-se inacessíveis às sensações que vimos de relatar. Seu perispírito mais leve e as percepções mais apuradas não permitem a repercussão de sensações tipicamente materiais, como nossos sons, odores, etc. Para os Espíritos cujo perispírito ainda e denso, "(...) pode-se dizer que, neles, as vibrações moleculares se fazem sentir em todo o ser e lhes chegam assim ao sensorium commune, que é o próprio Espírito, embora de modo diverso e talvez, também, dando uma impressão diferente, o que modifica a percepção. Eles ouvem o som da nossa voz, entretanto nos compreendem sem o auxilio da palavra, somente pela transmissão d`, pensamento. (...)" (5)
C - CONCLUSÃO
"(...) Objetarão, talvez: toda esta teoria nada tem de tranqüilizadora. Pensávamos que, uma vez livres do nosso grosseiro envoltório, instrumento das nossas dores, não mais sofreríamos e eis nos informais de que ainda sofreremos. Desta ou daquela forma, será sempre sofrimento. Ah! sim, pode dar-se que continuemos a sofrer, e mui to, e por longo tempo, mas também que deixemos de sofrer, ate mesmo desde o instante em que se nos acabe a vida corporal.
Os sofrimentos deste mundo independem, algumas vezes, de nós; muito mais vezes, contudo' são devidos à nossa vontade. Remonte cada um à origem deles e verá que a maior parte de tais sofrimentos são e feitos de causas que lhe teria sido possível evitar. Quantos males, quantas enfermidades não deve o homem aos seus excessos, à sua ambição, numa palavra: às suas paixões? Aquele que sempre vivesse com sobriedade, que de nada abusasse, que fosse sempre simples nos gostos e modesto nos desejos, a muitas tribulações se forraria. O mesmo se dá com o Espirito. Os sofrimentos por que passa são sempre a conseqüência da maneira por que viveu na Terra. Certo já não sofrerá mais de gota, nem de reumatismo; no entanto, experimentará outros sofrimentos que nada ficam a dever àqueles. Vimos que seu sofrer resulta dos laços que ainda o prendem à matéria; que quanto mais livre estiver da influência desta, ou, por outra, quanto mais desmaterializado se achar, menos dolorosas sensações experimentará. Ora, está nas suas mãos libertar-se de tal influência desde a vida atual. Ele tem o livre-arbítrio, tem, por conseguinte, a faculdade de escolha entre o fazer e o não fazer. Dome suas paixões animais; não alimente ódio, nem inveja, nem ciúme, nem orgulho; não se deixe dominar pelo egoísmo; purifique-se, nutrindo bons sentimentos; pratique o bem; não liguei às coisas deste mundo importância que não merecem; e, então, embora revestido do invólucro corporal, já estará depurado, já estará liberto do jugo da matéria e, quando deixar esse invólucro, não mais lhe sofrerá a influência. (...) (6)