Estudando o Espiritismo

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Educação para a Morte

Educação para a Morte

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No livro EDUCAÇÃO PARA A MORTE,  José Herculano Pires nos traz a visão da morte segundo as pesquisas de Kardec, corroboradas pelas de William Crooks, Charles Richet, Prof. Rhine e Ian Stevenson, dentre outros.  
Insiro aqui alguns excertos, que não obedecem a nenhuma ordem, mas que dão uma ideia da importância deste livro para se ter uma compreensão sobre o fenômeno da morte, e como se preparar para ela.

 

 

 



 

 

 

 

 

EDUCAÇÃO PARA A MORTE
José Herculano Pires

EXCERTOS

"Quem primeiro cuidou da Psicologia da Morte e da Educação para a morte, em nosso tempo, foi Allan Kardec. Ele realizou uma pesquisa psicológica exemplar, sobre o fenômeno da morte. Por anos seguidos falou a respeito com os espíritos dos mortos. E, considerando o sono como irmão ou primo da morte, pesquisou também os espíritos de pessoas vivas durante o sono. Isso porque, segundo verificara, os que dormem saem do corpo durante o sono. Alguns saem, e não voltam: morrem". 
"A ideia cristã da morte, sustentada e defendida pelas diversas igrejas, é simplesmente aterradora. Os pecadores ao morrer se vêem diante de um Tribunal Divino que os condena a suplícios eternos. Os santos e os beatos não escapam às condenações, não obstante a misericórdia de Deus, que não sabemos como pode ser misericoarioso com tanta impiedade. As próprias crianças inocentes, que não tiveram tempo de pecar, vão para o Limbo misterioso e sombrio, pela simples falta do batismo. Os criminosos broncos, igonorantes e todo o fosso da espécie humana são atirados nas garras de Satanás, um anjo decaído que só não encarna o mal porque não deve ter carne."
"Desconhecendo a complexidade do processo da vida, o homem terreno sempre se apegou, principalmente nas civilizações ocidentais, ao conceito negativo da morte como frustração total de todas as possibilidades humanas."
"A Educação para a Morte não é nenhuma forma de preparação religiosa para a conquista do Céu. É um processo educacional que tende a ajustar os educandos à realidade da Vida, que não consiste apenas no viver, mas também no existir e no transcender*. A vida e a morte constituem os limites da existência. Entre o primeiro grito da criança ao  nascer e o último suspiro do velho ao morrer, temos a consciência do ser e do seu destino.* As plantas e os animais vivem simplesmente, deixam-se levar na correnteza da vivência, entregues às forças naturais do tropismo e dos institntos.
...Mas a criatura humana é um ser definido, que reflete o mundo na sua consciência e se ajusta a ele, não para nele permanecer, mas para conquistá-lo, tirar dele o suco das experiências possíveis e transcendê-lo, ou seja, passar além dele."
"Seria estranho, e até mesmo irônico que, num Universo em que nada se perde, tudo se transforma, o homem fosse a única exceção peerecível, sujeito a desaparecer com os seus despojos."
"O homem é imortal. Ao morrer na Terra, transfere-se para os planos de matéria mais sutil e rarefeita, em que continua a viver com mais liberdade e maiores possibilidades de realizações, certamente inconcebíveis aos que ficam no plano terreno."
"A mente não é física e por meios não físicos age sobre a matéria, O cérebro é simplesmente o instrumento de manifestação da mente no plano físico. Isso equivale a dizer que o homem é espírito e não apenas um organismo biológico."
"É preciso que não nos esqueçamos deste ponto importante: os homens são espíritos e os espíritos nada mais são do que homens libertos das injunções da matéria. "
"...Desta maneira, mortos e vivos somos todos. Revezamo-nos na Terra e no Espaço porque a lei de evolução exige o nosso aprimoramento contínuo. Se no plano espiritual os limites de nossas potencialidades de aprendizado se esgotam, por falta de desenvolvimento dos potenciais anímicos, retornamos às duras experiências terrenas. A reencarnação é uma exigência do nosso atraso evolutivo, como a semeadura da semente na terra é a exigência básica da sua germinação e do seu crescimento. Assim, nascimento e morte são fenômenos naturais da vida, que não devemos confundir com desgraça ou castigo. Só os homens matam para vingar-se ou cobrar dívidas afetivas. Deus não mata, cria."*
"A ideia trágica da morte sobrevive em nosso tempo, apesar do avanço das Ciências e do desenvolvimento geral da Cultura. Há milhões de anos morremos e ainda não aprendemos que vida e morte são ocorrências naturais. E as religiões da morte, que vampirescamente vivem dos gordos rendimentos das celebrações fúnebres e das rezas indefinidamente pagas pelos familiares e amigos dos mortos, empenham-se num combate contra os que pesquisam e revelam o verdadeiro sentido da morte. A ideia fixa de que a morte é o fim, e o terror das condenações de após morte, sustentam esse comércio necrófago em todo o mundo. Contra esse comércio simoníaco é necessário desenvolver-se a Educação para a morte que, restabelecendo a naturalidade do fenômeno dará aos homens a visão consoladora e cheia de esperanças reais da continuidade natural da vida nas dimensões espirituais, e a certeza dos retornos através do processo biológico da reencarnação, claramente ensinado nos próprios Evangelhos*. Conhecendo o mecanismo da vida, em que nascimento e morte se revezam incessantemente, os instintos de morte e seus impulsos criminosos irão se atenuando até desaparecerem por completo. Os desejos malsãos de extinsão da vida, que originam os suicídios, os assassinatos e as guerras, tenderão a se transformarem nos instintos da vida. A esperança e a confiança em Deus, bem como a confiança na vida e nas leis naturais, criarão um novo clima no planeta, hoje devastado pelo desespero humano*. O medo e o desespero desaparecerão com o esclarecimento racional e científico do mistério da morte, esse enigma que a ressurreição de Jesus e os seus ensinos, bem como os do Apóstolo Paulo, já deviam ter esclarecido há dois mil anos."
Educação para a Morte
José Herculano Pires
* os grifos são  meus
Sobre o Autor: Romancista, poeta, pesquisador espírita e tradutor das obras de Kardec,  José Herculano Pires foi filósofo, educador e jornalista. É autor de 86 livros, cuja relação você encontra AQUI.
Profundo conhecedor da Doutrina Espírita, foi descrito pelo Espírito de Emmanuel, através de Chico Xavier, como "o metro que melhor mediu Kardec".