Estudando o Espiritismo

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sábado, 26 de setembro de 2015

O ORÁCULO DE DELFOS

O ORÁCULO DE DELFOS

            O Oráculo de Delfos, assim como outros Oráculos da época, eram na Grécia como em outras sociedades antigas, uma forma mais elevada de se exercer a religiosidade e a transcedentalidade, significava uma ponte entre o mundo espiritual; mundo dos deuses e o material; mundo dos homens. As informações dos deuses eram recebidas em Delfos mediunicamente ao que tudo indica, por mulheres  chamadas pitonisas, as quais sentavam-se sobre um banco de três pernas, daí o famoso nome “trípode” que localizava-se no interior do templo, onde havia uma sala construída ao redor de uma fenda existente no solo pétreo, no qual emanava um vapor frio e estonteante, que era capaz de provocar delírios ou o transe mediúnico. Em seus rituais, as pitonisas também mastigavam folhas de louro, que diziam ser a árvore do deus Apolo para poderem através do transe profético invocar a alma imortal de Orfeu, filho de Apolo, elemento de ligação entre os dois mundos, que ao som de sua mágica lira de sete cordas revelaria todos os mistérios. Qualquer que fosse o método utilizado, a sacerdotisa era tida como diretamente inspirada por Deus, o qual por meio de seus mensageiros falavam através delas recitando oráculos completamente ambíguos e enigmáticos. Muitas das vezes, quando a pergunta, dirigida pelo consulente era difícil de ser respondida, o oráculo usava de ambigüidade como resposta, como foi o caso da célebre passagem do rei Creso da Líbia, que consultou o oráculo de Delfos, nas vésperas de uma batalha decisiva com os persas. Indagou Creso se deveria ou não atravessar o rio Alísio e atacar o persas. O oráculo respondeu-lhe:  “atravessando o rio e dando o combate imediato ao inimigo, o rei Creso veria a destruição de um grande reino”. Creso, atravessou o rio e perdeu a batalha. Ao acusar o oráculo por ter feito uma falsa predição, os sacerdotes do templo, defenderam-se alegando que ele não havia interpretado perfeitamente a profecia; o reino a que se havia referido a predição era o dele e não o dos persas. Além dos sacerdotes e sacerdotisas, existiam também as sibilas, que eram mulheres dotadas do dom da profecia, uma espécie de premonição.





Inúmeras são as passagens bíblicas nas quais os  profetas e as profetisas de Israel  também utilizavam-se comumente dos oráculos, através das suas  faculdades psíquicas ou mediúnicas, como a clauriaudiência, clarividência, precognição, retrocognição, ou por meio de mecanismos como o Urim e Tumim(Êxodo cap.28 v.30), entre outras,  para orientar o povo hebreu. Demonstrando-nos que essa prática era de caráter universal, e ainda hoje é largamente utilizada sob outras denominações.