Estudando o Espiritismo

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domingo, 2 de agosto de 2015

CONSIDERAÇÕES SOBRE A TOLERÂNCIA - II

CONSIDERAÇÕES SOBRE A TOLERÂNCIA - II

Enquanto não usarmos de tolerância uns para com os outros, continuaremos distantes do “amar ao próximo como a si mesmo”. “Indispensável não entrar em área de atrito, quando se pode contornar o mal aparente a favor do bem real”, disse Joanna de Angelis no livro Convites da Vida. No caso do erro alheio, quase sempre, o bem real é manter a amizade, o relacionamento, e, principalmente, não ferir ou magoar o outro, porque se um dia temos de amar ao próximo como a nós mesmos, temos de começar a exercer a tolerância com os erros e omissões do nosso mais próximo no momento, tornado-o satisfeito conosco, para mantermo-nos em harmonia. Se houver a possibilidade de esclarecimento, tal ato deverá ser feito em ocasião propícia, que pode ser após o ato, e a sós. Todavia, tolerar não significa concordar com o erro. Tolerar os limites e os problemas do próximo, mas nunca dar apoio ao equivoco, ao erro, nem negligência para com o dever. Chamado a opinar, a verdade deve ser dita, mas mostrando-se amigo do que errou, evidenciando, com suas maneiras, que continua respeitando-o como amigo ou como pessoa.  Ser tolerante com as faltas alheias, mas não as assimilar, nem sintonizar com as fraquezas morais a pretexto de bondade ou gentileza. Condescendência para com os direitos alheios, não produzindo choque, não escandalizando, é relevante testemunho de tolerância. Abeiremos do companheiro infeliz, com os valores da compreensão e da fraternidade, porque sua fraqueza já lhe é uma punição. Isso é tolerância. Allan Kardec formulou uma tríade como base para a felicidade humana: Trabalho, Caridade e Tolerância. Assim, tolerância sempre, em qualquer lugar na família, no trabalho, nas ruas, nas filas, no Centro Espírita. Se tratarmos o erro do semelhante como quem cogita de afastar a enfermidade de um amigo doente, estamos, na realidade, concretizando a obra regenerativa, que cabe a todos nós, individual e coletivamente. O que é ser tolerante com os erros alheios? É ter compaixão de quem erra, porque seu juiz é a sua própria consciência. É ajudar o que tomba, pois sua fraqueza já lhe constitui punição. É compreender as dificuldades alheias, no seu processo evolutivo, tanto quanto queremos que os outros sejam tolerantes conosco. Colocarmo-nos no lugar de quem erra, sentir suas dificuldades, é um bom começo para o exercício da tolerância. “Fora da caridade não há salvação”, escreveu Allan Kardec e, se tolerância é o começo da caridade, como escreveu Joanna de Ângelis, precisamos nos esforçar por desenvolver em nós a tolerância com as falhas dos outros, graves ou pequenas, como queremos que os outros sejam tolerantes com as nossas falhas.  Ser tolerante é também, aprender com o infrator, pois ele representa o passado ou o futuro de quem não prossegue no bem, e, todos nós, Espíritos imperfeitos, vivendo em um mundo de expiações e de provas, já erramos muito e ainda continuamos errando, apesar da vontade de viver de acordo com as leis de Deus, ensinadas por Jesus.  Pensemos nisso sempre que formos tentados a criticar alguém. Ribeirão Preto, julho de 2004. Leda de Almeida Rezende Ebner Palestra no C. E. Pai Jacó em 30/07/04.   E utilizares para com os infelizes se transformará na medida emocional de compaixão que receberás, quando chegar a tua vez, já que ninguém é inexpugnável, nem perfeito.”  “Perdoai, Senhor as nossas dívidas assim como nós perdoamos os nossos devedores”, dizemos, toda vez que proferimos a prece do Pai Nosso.”  Bibliografia – Joanna de Angelis, médium D. P. F./  1- Jesus e Atualidade 2- Convites da Vida  3 - Otimismo Emmanuel, médium F. C. X. – Fonte Viva, cap. 37   Março de 2006, edição n°. 242 Jornal Eletrônico Verdade e Luz USE de Ribeirão Preto Copy and WIN : http://ow.ly/KNICZ

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