Estudando o Espiritismo

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terça-feira, 10 de março de 2015

Agressividade e Respeito


Lourival Silveira   *

Há algum tempo alertamos para o aumento da agressividade e ímpetos para a violência, cujos motivos básicos são estresse crônico causado pelo estilo de vida atual, somado à educação tradicional onde a prepotência e até a violência física serviam como álibi para que os pais obtivessem a obediência dos filhos. Lógico que mulheres e crianças sejam as maiores vítimas deste descontrole afetivo e emocional que atinge hoje, todas as camadas sociais, pois elas são de porte físico mais frágil e em especial as crianças pequenas.
Algumas atitudes de violência contra a criança passavam despercebidas, pois eram consideradas normais. Poucos questionavam até a violência física como as chineladas, cintadas ou castigos absurdos com receio de serem considerados intrometidos e, até sofrer as penas da lei.
Não faz muito tempo até na escola havia tolerância para os professores na aplicação de castigos físicos ou a antiga forma mais disfarçada de violência quando o mestre não ia com a "cara" do aluno: reprovar por décimos ou meio ponto. Grandes foram os avanços na legislação que tenta proteger a mulher e as crianças, quanto na aplicação da justiça feita por profissionais cada vez mais sensíveis e interessados em acabar com essa covardia.
Pequenos descuidos, grandes problemas: sem dúvida a origem e a grande falha, estão na educação a que fomos submetidos, geração a geração, baseada no “toma-lá-dá-cá” que se transformou em suborno, na chantagem, no faltar com a verdade, no aumento do medo e na agressão para conseguir um respeito falso.
A família está em processo de desmanche cada vez mais rápido. Causas? Muitas e de todos os tipos: políticas, sociais, religiosas, descrédito na aplicação da justiça, falta de dinheiro, desemprego, ausência de perspectivas, frustração, vícios de todos os tipos... A maior parte de nós ainda é constituída de pessoas agressivas e com impulsos para a violência, mas no ritmo de poucos anos atrás conseguíamos ao sermos defrontados com essas características reagir apenas batendo uma porta, chutando algo, atirando um objeto, falando alto ou dizendo um palavrão; mas as coisas mudaram, pois hoje lidamos com muitas situações ao mesmo tempo, e todo cuidado é pouco: a qualquer momento quando dermos por nós já agredimos alguém fisicamente ou já fomos agredidos e alguns até podem matar ou ser mortos.
O remédio curativo será uma educação baseada em valores éticos aplicados. Para remediar, embora com resultados imediatos bem marcantes, é praticar à toque de caixa, as lições do Evangelho: vigiar e orar, tornar-se mais manso e pacífico, aprender a amar a si mesmo e ao próximo e só fazer aos outros, o que gostaria de receber.

*Lourival Silveira é professor de Biologia e, Advogado aposentado. Milita no espiritismo desde 1969. É fundador da Mocidade Espírita Dorival Alonso do CE Caminho da Luz de Regente Feijó. Fundador do site Grupo de Divulgação Esperança (http://grupoesperanca.ning.com) e criador do site: www.ceandreluiz.com.br Atualmente é vice-presidente do Centro Espírita André Luiz de Presidente Prudente. Orador e Divulgador Espírita. E-mail: lourivalsilveira@gmail.com