Estudando o Espiritismo

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terça-feira, 7 de outubro de 2014

O limite entre o necessário e o supérfluo

Dizem os espíritos a Allan Kardec que a problemática do mundo se consiste no fato de a maioria dos homens desconhecer o limite entre o supérfluo e o necessário

O limite entre o necessário e o supérfluo

Com grande sabedoria Lao Tsé postulava que, em um país, “quanto maior o número de leis, maior o número de transgressões”.

Quando se fala em reforma na política, na economia, na sociedade, na religião, enfim, não importa o âmbito, é fundamental ter em mente que somente há um único e decisivo caminho: a reforma de nosso próprio ser, cujos impulsos se baseiam no primarismo dos instintos degenerados e corrompidos.

A segurança do planeta consiste na conscientização individual dessa verdade.

Ao instruírem Allan Kardec e, ao discorrerem sobre os mecanismos da lei de conservação, os espíritos dizem que a problemática do mundo se consiste no fato de a maioria dos homens não conhecer o limite entre o supérfluo e o necessário.

Necessidades artificiais

Asseguram os espíritos que, embora a natureza tenha traçado os limites do necessário em nossa própria organização, o homem é insaciável, pois os vícios alteraram a sua constituição e criaram para ele necessidades artificiais.

Asseguram ainda uma triste condição futura, mediante as leis divinas, para aqueles que açambarcam os bens da Terra para se proporcionarem o supérfluo, em prejuízo dos que não têm sequer o necessário.

Advertem a estes desconhecedores da lei de Deus que, fatalmente, terão de responder pelas privações que ocasionarem em seus semelhantes.

A busca pelo bem-estar é um desejo natural, quando não conquistado às expensas de alguém e do enfraquecimento das forças morais e físicas

Explicam ainda os espíritos da codificação que a lei de conservação nos obriga à busca do bem-estar, cuja finalidade é prover as necessidades do corpo, tais como saúde e disposição para o trabalho.

Como regra de conduta para obtenção do bem-estar, explicam o que é tão difícil ao egoísta, porém simples ao sensato:

“O bem-estar é um desejo natural. Deus só proíbe o abuso, por ser contrário à conservação, e não considera um crime a procura do bem-estar, se este não for conquistado às expensas de alguém e se não enfraquecer as vossas forças morais e as vossas forças físicas.”

Como podemos ver, nações subjugam nações, povos tiranizam povos, a ambição cega comete terríveis agressões ao meio ambiente simplesmente por não ter conseguido o ente humano estabelecer, em seu mundo íntimo, o limite entre o supérfluo e o necessário.

Obras consultadas e recomendadas:
O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, LAKE
O Livro do Caminho Perfeito - Tao Té Ching, de Lao Tsé, tradução e adaptação de Murillo Nunes de Azevedo, Editora Pensamento

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