Estudando o Espiritismo

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domingo, 28 de setembro de 2014

INSEGURANÇA E CRISES I



A política desgovernada exibe os seus corifeus, que se fazem triunfadores de um dia, logo passando ao anonimato, repletos de gozos e valores perecíveis, a intoxicar-se nos va­pores dos vícios e das perversões em que falecem os últimos ideais que ainda possuíam.
Os direitos humanos decantados em toda parte sofrem o vilipêndio daqueles que os deveriam defender, em razão do desrespeito que apresentam diante das leis por eles mesmos elaboradas, em desprezo flagrante às Instituições que se com­prometeram socorrer, por descrédito de si próprios.
A anarquia substitui a ordem e as transformações sociais apressadas não têm tempo de ser assimiladas, porque substi­tuídas pelos modismos que se multiplicam em velocidade ci­clópica.
Velhos dogmas, nascidos e cultivados no caldo da igno­rância, são esquecidos e nascem as idéias liberais revolucio­nárias, que instigam o homem fraco contra o seu irmão mais forte gerando ódios.
As circunstâncias externas do inter-relacionamento das criaturas, fenômeno conseqüente ao desequilíbrio do indiví­duo, engendram no contexto hodierno a insegurança, que fo­menta as crises.
Sucedem-se, desse modo, as crises de autoridade, de res­peito, de honradez, de valores ético-morais, e a desumaniza­ção da criatura assoma nos painéis do comportamento, in­sensibilizando-a pelo amolentamento emocional ou exacer­bação, na volúpia do prazer e da violência conduzidos pelas ambições desmedidas.
As crises respondem pela desconfiança das pessoas, umas em relação às outras, pelo rearmamento belicoso de uns indi­víduos contra os outros, pela agressividade automática e atre­vida.
A queda do respeito que todos se devem, respeito este sem castração nem temor, estimula a indisciplina que come­ça na educação das gerações novas, relegadas a plano secun­dário, em que se cuidam de oferecer coisas, em mecanismos sórdidos de chantagem emocional, evitando-se dar amor, pre­sença, companheirismo e orientação saudável.
A crise de autoridade responde pela corrupção em todas as áreas, sob a cobertura daqueles que deveriam zelar pelos bens públicos e administrá-los em favor da comunidade, pois que, para tal se candidataram aos postos de comando, sendo remunerados pelos contribuintes para este fim.

(continua)

Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna De Ângelis