Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 17 de julho de 2014

MÁGOAS - Hammed

MÁGOAS

               A mágoa pode surgir por muitos motivos, entre os quais:
Rompimento afetivo
Maledicência sobre a vida sexual de alguém
Preconceito determinado por idade e trabalho
Ingratidão dos filhos
Abandono de amizades queridas
Traição amorosa
Discriminação social
Exclusão motivada por raça, cor e credo religioso.
                Aliás, ninguém consegue viver sem nunca se magoar com alguém ou com certas ocorrências.
Na realidade, a mágoa é uma das muitas emoções humanas. Só não se emocionam os corpos inanimados, visto que as emoções nas criaturas vivas revelam a importância que elas dão a si mesmas, aos outros e aos acontecimentos. Se nada nos importasse, nunca teríamos mágoa, mas isso é impossível – a importância que damos a tudo que existe mede o grau de sentimento que possuímos por algo ou por alguém.
Aconselhar uma pessoa ofendida a imediatamente esquecer, não se magoando com a ofensa, seria o mesmo que pedir-lhe que agisse como se a agressão nunca tivesse acontecido.
Pode ser uma idéia equivocada a de nunca se magoar e sempre esquecer, pois a não aceitação de uma emoção real resulta no seu deslocamento para coisas fora do mundo interior – o fato desagradável fica focalizado no exterior, e a verdadeira causa da emoção permanece no escuro. Essa postura comportamental recebe o nome de ocultação dos sentimentos ou repressão.
Conseguiremos trabalhar melhor nossas mágoas não as reprimindo nem as intensificando, e sim desprendendo-nos, desligando-nos, ou melhor, colocando-nos a certa distância mental/emocional dos fatos ocorridos e das pessoas que neles se envolveram.
No entanto, isso não significa que devemos nos afastar hostil e friamente, viver alienados e impermeáveis aos problemas ou nos  deixar de importar com tudo o que aconteceu, mas que podemos viver mais tranqüilos e menos transtornados para analisar e, por conseqüência, concluir que as situações e os acontecimentos que nos cercam são reflexos ou criações materializadas dos nossos pensamentos e convicções.
Acreditamos que, ao fazer o proposto distanciamento psicológico, teremos sempre mais possibilidades para perceber o processo interno que há por trás de toda mágoa.
Admita a mágoa, não viva com emoções recalcadas, porque quem assim vive transita cotidianamente em constante irritabilidade, sem saber de onde veio, para onde vai e quanto tempo vai ficar.
Não intensifique, não  reviva fatos doloridos, não transporte-os do passado para o presente.
Não se magoar é impossível, mas perpetuar ou ignorar o fato desagradável pode ser  comparado ao comportamento do escorpião que, quando enraivecido, inocula veneno em si mesmo com o próprio ferrão.
Perdoar não significa apenas esquecer as mágoas ou mesmo fechar os olhos para as ofensas alheias. Perdoar é desenvolver um sentimento profundo de compreensão e aceitação dos sentimentos humanos, por saber que nós e os outros ainda estamos distantes do agir corretamente.


Do livro: UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER        
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed