Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Flagelos Destruidores: Guerras

As Leis Morais
Lei de Destruição
Flagelos Destruidores: Guerras

Autor:
FEB

Fonte:
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - FEB

Idéias Principais:

Os flagelos destruidores são de dois tipos: os naturais e os provocados pelos homens.

Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independestes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções da terra. Não tem, porém, o homem encontrado na Ciência, nas obras de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? Que não fará o homem pelo seu bem estar material quando souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes?

Deus fere a Humanidade com flagelos destruidores para fazê-la progredir mais depressa...

O homem é impelido à guerra pela predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões...

A Providência torna necessária a guerra objetivando a liberdade e o progresso...



Síntese do Assunto:

Tudo que vive neste mundo, natureza, animal, homem, sofre e, todavia, o amor é lei do Universo e por amor foi que Deus formou os seres. Contradição aparentemente horrível, problema angustioso, que perturbou tantos pensadores e os levou à dúvida e ao pessimismo.

O animal está sujeito à luta ardente pela vida. Entre as ervas do prado, as folhas e a ramaria dos bosques, nos ares, no seio das águas, e por toda a parte desenrolam-se dramas ignorados.

Quanto à Humanidade, sua história não é mais que um longo martirológio. Através dos tempos, por cima dos séculos, rola a triste melopéia dos sofrimentos humanos.

A dor segue todos os nossos passos; espreita-nos em todas as voltas do caminho. E diante desta esfinge que o fita com seu olhar estranho, o homem faz a eterna pergunta: Por que existe a dor?

Fundamentalmente considerada, a dor é uma lei de equilíbrio e educação... Neste sentido, os flagelos destruidores são permitidos por Deus para que a Humanidade possa progredir mais depressa. Aliás, a palavra flagelo geralmente é interpretada como algo prejudicial, quando, na realidade, representa o meio pelo qual as transformações necessárias ao progresso humano se realizam mais rapidamente.

É bem verdade que existem outros processos, menos rigorosos, para fazerem os homens progredir e Deus os emprega todos os dias, pois deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se faça sentir a sua fraqueza.

E com o abatimento do orgulho, a Humanidade se transforma, como já se transformou noutras épocas, e cada transformação se assinala por uma crise que é, para o gênero humano, o que são, para os indivíduos, as crises de crescimento. Aquelas se tornam, muitas vezes, penosas, dolorosas, e arrebatam consigo as gerações e as instituições, mas são sempre seguidas de uma fase de progresso material e moral. Quando os flagelos naturais, tais como cataclismos, enchestes, fome, epidemias de doenças e de pragas em plantações, a seca, os terremotos e maremotos, as erupções vulcânicas, os ciclones, etc., se abatem sobre a Humanidade, muitos se revoltam contra Deus, perdendo oportunidades valiosas de compreender o significado de tais acontecimentos.

A Lei do Carma ou de Causa e Efeito exerce sua influência inelutável não só sobre os homens, individualmente, como também sobre os grupos sociais.

Assim, por exemplo, quando uma família, nação ou raça busca algo que lhe traga maiores satisfações, esforça-se por melhorar suas condições de vida ou adota medidas que visem acelerar o seu desenvolvimento, sem prejudicar ou fazer mal a outrem, está contribuindo, de alguma forma, para a evolução da Humanidade, e isso é bom. Receberá, então, novas e mais amplas oportunidades de trabalho e progresso, conduzindo os elementos que a constituem a níveis cada vez mais elevados.

Se, porém, procede ao contrário, mais cedo ou mais tarde sofrerá a perda de tudo aquilo que adquiriu injustamente, em circunstâncias mais ou menos trágicas e aflitivas, segundo o grau de malicia e crueldade que lhe tenha caracterizado as ações.

É assim que, mais tarde em outras existências planetárias, são chamados a expiações coletivas ou individuais, sob a forma de flagelos destruidores.

Acontece, porém, que muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser a sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.

Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções da terra.

Enfrentado esses flagelos, o homem é impulsionado por força da necessidade, buscando soluções para se libertar do mal que o ataca. É por isso que a dor torna-se um processo, um meio de equilíbrio e educação, como assinalamos acima.

Mesmo as guerras, que nada mais representam do que a “predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões”, geram a liberdade e o progresso da Humanidade.

Deus permite que haja a guerra e todas as suas funestas conseqüências, para que o homem, ao contato com a dor, se liberte, por um lado, do seu passado de erros, e burile, por outro, as tendências más que ainda o fazem manter-se em atraso moral.