Estudando o Espiritismo

Observe os links ao lado. Eles podem ter artigos com o mesmo tema que você está pesquisando.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Destruição necessária e destruição abusiva

Destruição necessária e destruição abusiva

"O Livro dos Espíritos" - Questões 728 a 736

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositor: Flávio Mendonça
23/02/2002

Dirigente do Estudo da Noite:

Jailton Pinheiro - Jaja

Oração Inicial:

<jaja> Vamos agora nossos corações em Cristo... E pediremos paz e inspiração para o trabalho que se inicia com nossa prece inicial dizendo: Mestre Jesus...
Estamos aqui reunidos em teu nome...
para estudarmos a Doutrina Espírita...
Que tu nos deste por intermédio dos bons espíritos que lhe auxiliam na tarefa de guiar as
almas da Terra na evolução.
ajuda-no Senhor, nesta noite...
para que possamos abrir nossos corações às palavras de nosso amigo Flávio.
Que ele seja inspirado pela espiritualidade amiga... E que nos traga o conforto da alma...
com os sábios ensinamentos da Doutrina. Por isso, Senhor...
Pedimos de fundo de nossa alma...
que possamos dar por iniciada...
em teu nome e em nome dos espíritos superiores que nos ajudam nesse trabalho...
e principalmente em nome de Deus...
Esta sessão de estudos doutrinários.
Que assim Seja!

Mensagem Introdutória

CONSIDERANDO O MEDO

Coisa alguma se te afigure apavoradora. A vida são as experiências vitoriosas ou não, que te ensejem aquisições para o equilíbrio e a sabedoria. Não sofras, portanto, por antecipação, nem permitas que o fantasma do medo te perturbe o discernimento ante os cometimentos úteis, ou te assuste, gerando perturbação e receio injustificado. Quando tememos algo, deixamo-nos dominar por forças desconhecidas da personalidade, que instalam lamentáveis processos de distonia nervosa, avançando para o desarranjo mental. Os acontecimentos são conforme ocorrem e como tal devem ser enfrentados. O medo avulta os contornos dos fatos, tornando-os falsos e exagerando-lhes a significação. Predispõe mal, desgasta as forças e conduz a situação prejudicial sob qualquer aspecto se considere. O que se teme raramente ocorre como se espera, mesmo porque as interferências divinas sempre atenuam as dores, até quando não são solicitadas. O medo invalida a ação benéfica da prece, esparze pessimismo, precipita em abismos. Um fato examinado sob a constrição do medo descaracteriza-se, um conceito soa falso, um socorro não atinge com segurança. A pessoa com medo agride ou foge, exagera ou se exime da iniciativa feliz, torna-se difícil de ser ajudada e contamina, muitas vezes, outras menos robustas na convicção interna, desesperando-as, também. O medo pode ser comparado à sombra que altera e dificulta a visão real. Necessário combatê-lo sistemática, continuamente. Doenças, problemas, notícias, viagens, revoluções, o porvir, não os temas. Nunca serão conforme supões.
Uma atitude calma ajuda a tomada de posição para qualquer ocorrência aguardada ou que surge inesperadamente... A responsabilidade dar-te-á motivos para preocupações, enquanto o medo minimizará as tuas probabilidades de êxito. Jesus, culminando a tarefa de construir nos tíbios corações humanos a ventura e a paz, açodado pelos famanazes da loucura em ambos os lados da vida, inocente e pulcro, não temeu nem se afligiu, ensinando como deve ser a atitude de todos nós, em relação ao que nos acontece e de que necessitamos para atingir a glorificação interior.

Joanna de Ângelis

Do Livro: Leis Morais da Vida
Psicografia: Divaldo Pereira Franco
Editora: LEAL

Exposição:

<Flavio_Mendonça> Queridos amigos, estudantes da Doutrina renovadora, muita Paz ! É com imenso prazer que divido com vocês este momento bonito de aprendizado rumo ao progresso moral e intelectual. Iniciemos os estudos pelo CAPÍTULO VI do Livro dos Espíritos: Destruição necessária e destruição abusiva "NA NATUREZA NADA SE CRIA, NADA SE PERDE, TUDO SE TRANSFORMA"
Há nas leis naturais a necessidade de que o velho se finde, dando lugar ao novo. Esta é uma condição imperiosa a que nos submetemos. Tudo na Natureza obedece a esta lei, de forma que tudo aquilo que se nos apresenta como destruição, nada mais é que uma outra fase a qual chamamos de regeneração. Observando a Natureza, podemos verificar que tudo aquilo que hoje aparenta um fim, é numa outra fase posterior, um novo recomeço. A árvore perde suas folhas para logo após receber folhagem nova, um pássaro muda a pena, porém, adquire novas plumagens de colorido mais denso, um animal muda a pele quando atinge nova fase. É assim em toda Natureza. As criaturas são instrumentos de Deus, pois pelos instintos de destruição conservam o equilíbrio reprodutivo que poderia se tornar excessivo, ao mesmo tempo que se utilizam dos despojos materiais quando se alimentam. Eis porque as criaturas ainda conservam o instinto de destruição, pois seu estado ainda animalizado assim exige.
Porém, é necessário entendermos que esta destruição é relativa ao veículo orgânico, pois a essência que é o princípio inteligente, se conserva na eternidade, apenas depurando-se a medida que experiencia existências sucessivas. Mas porque a Natureza nos dota de instinto de preservação e conservação ao mesmo tempo que nos dota do instinto de destruição, não seria isso paradoxal ? Ora, se assim não fosse não teríamos a oportunidade de progresso. É que o princípio inteligente, também pela preservação e conservação, depura-se antes que sua destruição se efetue. As leis divinas são perfeitas ! Como poderia haver progresso, se antes só houvesse destruição. Era necessário que antes formássemos o instinto de preservação e conservação, dando-nos possibilidade de progredir, e só depois, para uma fase posterior, a destruição. O ser necessita viver e reproduzir para desenvolver-se. Na questão 730 do Livro dos Espíritos, há um questionamento sobre a necessidade de conservar-se vivo uma vez que a morte se nos apresenta tão favorável ao alívio do espírito. Mas no entanto, o homem repele instintivamente a idéia da morte. É que ao ser vivente é necessário a experiência material a fim de dar curso ao seu desenvolvimento intelecto-moral, expiando e provando nas vicissitudes da vida terrena. A não ser assim, se abateria nele um grande desânimo, impossibilitando-o de progredir. Tem por isso, por acúmulo nos condicionamentos, seu instinto de preservação e conservação. Mas nem todos os mundos guardam as mesmas características. É que nos mundos mais adiantados a materialidade é menor, e por isso mesmo o instinto de destruição diminui na proporção de sua condição mais espiritualizada. Nestes mundos a moral e o intelecto sobrepujam a condição mais materializada. Podemos observar, a partir de nós mesmos, que quanto mais moral e intelectualmente elevados nos tornamos, mais horror sentimos à destruição. É que também cresce conosco a capacidade de rejeitar tudo aquilo que obsta o progresso. O homem goza de liberdade proporcional ao seu estado evolutivo, assim como todo ser vivente. Portanto, acha-se ele responsável pelos abusos que faz ao equilíbrio da Natureza. A destruição que causa para prover-se de segurança e alimentação faz parte desta natureza de preservação e conservação, não obstante tem ele o direito de abusar desta condição para destruir inutilmente a Natureza. Certamente prestará contas no íntimo de sua própria consciência quando esta lhe exigir. Muitas vezes o homem, na sua bestialidade, utiliza-se desta liberdade e destrói o que não lhe seria útil, e assim violam as leis divinas por atenderem a suas más inclinações. A questão 736 cita povos que dedicam escrúpulos em excesso a conservação dos animais.
Mas muitas vezes deixa de ser meritório, pois, isso se dá mais por superstição que mesmo por dedicação numa forma bondosa. Logo, a lei é imperiosa e imparcial, e nosso tribunal íntimo será sempre convocado para o julgamento de nossas ações. (t) <jaja> Muito obrigado, Flávio, por sua exposição.

Perguntas/Respostas:

01 <jaja> Desde que surgiu, o homem tem trocado a paisagem natural do planeta por cidades e construções diversas. Isso faz parte da Lei de Destruição? Como saber o que é abuso, se nos sentimos cada vez mais desconfortáveis com a natureza (mato, insetos e etc), e cada vez mais dependentes do granito?

<Flavio_Mendonça> Como disse acima, tem o homem a liberdade proporcional a seu estado evolutivo. Em mundos mais ditosos a destruição também obedece a este imperativo evolutivo. No entanto, em mundos como o nosso, de expiação e provas, a destruição também nos é útil, pois promove o equilíbrio da Natureza..... Encontramos, pois, nesta destruição aprendizado para equilibrarmos as forças. A medida que formos nos depurando mais, encontramos harmonia e conforto ao invés do desconforto citado.
Porém, como diz a máxima: "Necessário é que venham os escândalos, mas ai de quem escandalizar" (t)

02 <Dourado-sempre> Seria a degradação do perispírito citada por André Luiz, também uma forma destruidora necessária para que o espírito possa ceifar seus males e retomar a sua caminhada? Verificamos em sua literatura que muitos espíritos são ao desencarnarem são conduzidos a zonas "purgatoriais" com o fim de restabelecer a ordem interna. Como entendeis?

<Flavio_Mendonca> Bem, a lei por ser imparcial, obedece o mesmo princípio. Todavia a destruição do perispírito não é completamente aceita como verdadeira, embora respeitemos as diversas opiniões. De toda forma, sendo o perispírito semi-material, certamente poderia destruir-se no mesmo sentido usado para todo o resto, pois, o que nos parece o fim, é na verdade uma nova etapa (t)

03 <Viseu "XELA"> quando você fala que o desenvolvimento intelectual dos homens levam ao progressivo horror à destruição, lembro dos homens geniais que criam as bombas atômicas e as armas químicas e aos que fazem as guerras em nome de Deus... gostaria que comentasses sobre isso...

<Flavio_Mendonca> Amiga(0) Xela, não é apenas o avanço intelectual a que se refere este progresso, pois a intelectualidade é apenas mais uma ferramenta a nosso serviço. O que definimos como progresso é a moralidade a que o espírito atinge através desta depuração. Portanto, este desenvolvimento intelectual que criou ferramentas para a guerra contraria a lei divina, pois evidencia a má inclinação dos que dela se serviram(t)

Oração Final:

<Flavio_Mendonça> Prezados amigos, agradeço a todos a presença e a oportunidade de aprendizado, pois
servindo é que se aprende....
Agradeçamos a Deus por toda a oportunidade de progresso que temos....
A irmão maior, Jesus, o Cristo pelos belos ensinamentos que muito lhe custou......
Aos Espíritos que continuam a missão do Cristo.... Desejando que outras pessoas também possam servir-se deste banquete e que após
alimentar-se nele, possa também servir colocando a luz em cima e derramando luz a quem necessita !
Que assim seja !