Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Destruição Necessária e Destruição Abusiva

Destruição Necessária e Destruição Abusiva

Objetivo:
Indicar a necessidade da destruição existente na natureza.
Estabelecer a diferença entre destruição necessária e destruição abusiva.

Estudo
728. É lei da Natureza a destruição?
“Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos.”
PERGUNTA: Que tipo de destruição está considerado na resposta dos espíritos para a pergunta acima?

a) — O instinto de destruição teria sido dado aos seres vivos por desígnios providenciais?

“As criaturas são instrumentos de que Deus se serve para chegar aos fins que objetiva. Para se alimentarem, os seres vivos reciprocamente se destroem, destruição esta que obedece a um duplo fim: manutenção do equilíbrio na reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e utilização dos despojos do invólucro exterior que sofre a destruição. Esse invólucro é simples acessório e não a parte essencial do ser pensante. A parte essencial é o princípio inteligente, que não se pode destruir e se elabora nas metamorfoses diversas por que passa.” PERGUNTAS: 1) Pela resposta dos orientadores espirituais, podemos considerar que os seres vivos, não humanos, tem também uma parte pensante que não morre e que se aperfeiçoa ao longo das existências? 2) Existe então nos animais algo além do instinto?

729. Se a regeneração dos seres faz necessária a destruição, por que os cerca a Natureza de meios de preservação e conservação?

“A fim de que a destruição não se dê antes de tempo. Toda destruição antecipada obsta ao desenvolvimento do princípio inteligente. Por isso foi que Deus fez que cada ser experimentasse a necessidade de viver e de se reproduzir.” PERGUNTA: Pela resposta, o que devemos considerar quanto a cada segundo de vida, de qualquer tipo de vida?

731. Por que, ao lado dos meios de conservação, colocou a Natureza os agentes de destruição?

“É o remédio ao lado do mal. Já dissemos: para manter o equilíbrio e servir de contrapeso.” PERGUNTAS: 1) Como se enquadra nesta explicação o urubu e outros animais como a hiena? 2) Temos na nossa sociedade exemplos “remédio ao lado do mal”?

735. Toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus. PERGUNTA: 1) Existe predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual, quando se faz uso da caça ou da pesca sem existir a necessidade por sobrevivência?

GE

PERGUNTA: A destruição recíproca dos seres vivos não dá a entender uma imperfeição na obra divina?

É que, em geral, os homens apreciam a perfeição de Deus do ponto de vista humano; medindo-lhe a sabedoria pelo juízo que dela formam, pensam que Deus não poderia fazer coisa melhor do que eles próprios fariam.

PERGUNTA: Pode o homem ter esta visão curta? Tem gente que questiona a inteligência e a justiça de Deus?

21. A verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal, do mesmo modo que não está no vestuário. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo. Esse princípio necessita do corpo, para se desenvolver pelo trabalho que lhe cumpre realizar sobre a matéria bruta. O corpo se consome nesse trabalho, mas o Espírito não se gasta; ao contrário, sai dele cada vez mais forte, mais lúcido e mais apto. Que importa, pois, que o Espírito mude mais ou menos freqüentemente de envoltório? Não deixa por isso de ser Espírito. É precisamente como se um homem mudasse cem vezes no ano as suas vestes. Não deixaria por isso de ser homem.
PERGUNTA: Tem relação o “princípio inteligente” com o “Espírito”?

23. Há também considerações morais de ordem elevada. É necessária a luta para o desenvolvimento do Espírito. Na luta é que ele exercita suas faculdades. O que ataca em busca do alimento e o que se defende para conservar a vida usam de habilidade e inteligência, aumentando, em conseqüência, suas forças intelectuais. Um dos dois sucumbe; mas, em realidade, que foi o que o mais forte ou o mais destro tirou ao mais fraco? A veste de carne, nada mais; ulteriormente, o Espírito, que não morreu, tomará outra.
PERGUNTA: Aplica-se o exposto também aos seres vivos não humanos?

24. Nos seres inferiores da criação, naqueles a quem ainda falta o senso moral, em os quais a inteligência ainda não substituiu o instinto, a luta não pode ter por móvel senão a satisfação de uma necessidade material. Ora, uma das mais imperiosas dessas necessidades é a da alimentação. Eles, pois, lutam unicamente para viver, isto é, para fazer ou defender uma presa, visto que nenhum móvel mais elevado os poderia estimular. É nesse primeiro período que a alma se elabora e ensaia para a vida.

No homem, há um período de transição em que ele mal se distingue do bruto. Nas primeiras idades, domina o instinto animal e a luta ainda tem por móvel a satisfação das necessidades materiais. Mais tarde, contrabalançam-se o instinto animal e o sentimento moral; luta então o homem, não mais para se alimentar, porém, para satisfazer à sua ambição, ao seu orgulho, à necessidade, que experimenta, de dominar. Para isso, ainda lhe é preciso destruir. Todavia, à medida que o senso moral prepondera, desenvolve- se a sensibilidade, diminui a necessidade de destruir, acaba mesmo por desaparecer, por se tornar odiosa. O homem ganha horror ao sangue. Contudo, a luta é sempre necessária ao desenvolvimento do Espírito, pois, mesmo chegando a esse ponto, que parece culminante, ele ainda está longe de ser perfeito. Só à custa de muita atividade adquire conhecimento, experiência e se despoja dos últimos vestígios da animalidade. Mas, nessa ocasião, a luta, de sangrenta e brutal que era, se torna puramente intelectual. O homem luta contra as dificuldades, não mais contra os seus semelhantes. PERGUNTA: Atingido este estágio em que as lutas são contra as dificuldades e não contra o próximo, qual Bem aventurança, do Sermão da Montanha, ensinado por Jesus, podemos identificar?

BIBLIOGRAFIA

Livro dos Espíritos – Kardec / Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita – Tomo II / As leis Morais- Calligaris, Rodolfo / Tempo de Transição - Souza, Juvanir Borges