Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 19 de junho de 2014

A lei de destruição

A lei de destruição

A Lei da Destruição, a primeira que se segue à Lei da Conservação, mostra-nos como tudo é necessário e se encadeia diante das leis planetárias que organizam a natureza. Construir e destruir fazem parte do progresso, desde que tudo seja realizado com critério.
Nos exemplos do cotidiano, vemos isso constantemente. Onde está uma casa num amplo terreno, nasce um edifício que abriga dez, quinze, vinte vezes mais famílias do que a residência unifamiliar. É o progresso adaptando-se ao desenvolvimento social porque mais pessoas reencarnam e têm tarefas a realizar no planeta.
O mesmo se dá no âmbito comandado pelos espíritos, quando determinam aos encarregados dos fenômenos da natureza que ajam sob seu comando. Portanto, vulcões, terremotos, maremotos, tsunamis, não são eventos desordenados, mas acontecimentos planejados com vista aos resgates coletivos, umas vezes, ou às imposições de progresso dos mundos, noutras vezes.
Quando Jesus acalmou a tempestade no Mar da Galileia, dava-nos uma amostragem do relacionamento entre os Espíritos Superiores e os operários da espiritualidade. Uns ordenam, outros obedecem. Os ventos, as chuvas e demais fenômenos climáticos são todos planejados e comandados pelos Espíritos. Nada acontece de maneira fortuita.
Observemos que nos diferentes reinos da natureza há uma perfeita integração. A orquídea sustenta-se no tronco da grande árvore, enquanto tira do ar o seu sustento. A erva chamada daninha tem muitas vezes propriedades farmacológicas, conhecidas ou não. Além disso, nascida no pé da árvore, cria sombra para a raiz desta para que o sol não a maltrate. Há um intercâmbio perfeito. A sua destruição deve obedecer a critérios definidos.
Entre os animais, há os predadores de cada espécie. A falta de um gera desequilíbrio no outro, aumentando a sua atuação ou tornando-os violentos, na busca do sustento. Se a cobra se alimenta de ratos, exterminá-los sem critério representa aumentar a população de serpentes famintas que terminarão por invadir as residências. O mesmo se dá em outros casos. Quando há baratas nas casas, por falta de higiene, são atraídos os escorpiões que delas se alimentam. A aranha come moscas, os pássaros comem insetos etc. Estudos informam que cada pássaro consome mais de cem insetos por dia. Se não fossem eles, teríamos ainda mais pernilongos, mosquitos e todo tipo de animais miúdos que eles consomem e, consequentemente, mais doenças.
A destruição obedece a critérios. Diz o povo que depois da tempestade vem a bonança, porque a chuva e o vento limpam as ruas e as matas, levando as pragas, removendo folhas secas e galhos mortos, para renovar a plantas. Uma poda natural.
O alimento é destruído na boca para chegar ao estômago e posteriormente transformar-se no sangue da vida; o trigo precisa ser triturado pelo inclemente moinho para se transformar no pão; a semente tem de morrer enterrada para gerar novas plantas. São destruições sábias e naturais. Por isso os orientais dizem que qualquer tolo saberá quantas sementes há numa fruta, mas só Deus conhece quantas frutas existem numa semente.
Neste mês de finados, época em que cultuamos os nossos mortos, vemos que esta lei também se aplica. Há a destruição dos corpos físicos para que os espíritos, diante do desencarne, reflitam e preparem-se para novas vidas na matéria. Os equívocos de uma reencarnação precisam ser reparados na seguinte.
O que não podemos aceitar é a destruição indiscriminada nascida da ganância dos homens. O desmatamento que prejudica o equilíbrio da natureza, a poluição dos rios pelo despejo de dejetos químicos e assemelhados, porque é tudo feito sem critério e causa danos. A matança de animais, muitas vezes como lazer, sem nenhuma utilidade. A maldade do tiro ao pombo, da tourada, da farra do boi, e que tais, não podem ter o nosso aval.
O que nós devemos mesmo destruir, e com critério, são os nossos vícios e defeitos. Temos de compreender que a destruição de uma falha se dá pela incorporação de uma virtude. Ninguém pode ser ao mesmo tempo humilde e orgulhoso, avarento e desprendido, ou ter quaisquer desses sentimentos opostos ao mesmo tempo. Ou se é manso ou se é violento; ou se é calmo ou se é impaciente.
Diz O Livro dos Espíritos que é preciso discernir entre as destruição necessária e a abusiva. Temos o exemplo das guerras, quando em nome da democracia, escravizam os países; em nome de Deus, combatemos as religiões; em nome da justiça, matamos um delinquente que deveria pagar sua pena com a realização de trabalhos, sem se constituir num peso para a sociedade, o que acontece nos sistemas atuais, no mundo inteiro. Esse tipo de destruição, longe de construir algo, gera ainda mais destruição.
A leitura atenta do capítulo mencionado, em O Livro dos Espíritos, nos dará diretrizes para uma vivência equilibrada, destruindo ou aceitando a natureza nos seus propósitos para a manutenção do equilíbrio do planeta e, consequentemente, das pessoas. O novo mundo já está se formando e espera muito a colaboração de todos nós.