Estudando o Espiritismo

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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Férias - é tempo de descansar?

Férias - é tempo de descansar?

ferias

Na parte terceira do capítulo três de O livro dos espíritos, Allan Kardec trata dos limites dados ao ser humano tanto para trabalhar quanto para descansar. Os espíritos da Codificação lembram que o trabalho é uma lei natural e, portanto, uma necessidade. Eles fazem questão de ressaltar que toda atividade útil é trabalho e que, sem trabalhar, " o homem permaneceria na infância da inteligência; por isso deve seu sustento, segurança e bem-estar apenas ao seu trabalho e à sua atividade".
Porém os espíritos fazem questão de destacar que o repouso é, igualmente, uma lei natural pois " repara as forças do corpo e é também necessário para dar um pouco mais de liberdade à inteligência, para que se eleve acima da matéria". Daí que o limite do trabalho é o limite das forças humanas. E o limite do repouso?
Neste ponto, buscamos a orientação do Espírito Emmanuel, através da psicografia de Chico Xavier, em um texto do livro Palavras da vida eterna intitulado, não por acaso, "Descansar" e que começa com uma citação do evangelista Marcos, capítulo 6, versículo 31:
"E ele disse-lhes: vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco; porque havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo para comer".
Comenta, então, Emmanuel:
"Pressa e agitação caracterizam o ambiente das criaturas menos avisadas em todos os tempos."
Na época de Jesus, muita gente já ia e vinha aqui e acolá, sofrendo a pressão de exigências.
Isso fez que o mestre se dirigisse à multidão, exortando: "vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco".
Entretanto, assim como aparecem os que exageram as próprias necessidades, caindo em precipitação, temos os companheiros que se excedem no descanso, encontrando, a cada passo, motivos para a fuga do dever a cumprir. À vista de embaraços mínimos, declaram-se fatigados, desiludidos, deprimidos ou enfermos, e param a máquina do serviço que lhes compete, recolhendo-se à inércia, com o pretexto de meditação, refazimento, virtude ou prece. Para isso, muitos dizem que o próprio Jesus aconselhou o repouso e a oração, esquecendo-se de que o Senhor reconstituía as forças no retiro, a fim de tornar ao serviço e prosseguir trabalhando...
Nesse sentido, convém recordar as palavras textuais do Evangelho. Jesus não afirmou: repousai quanto quiserdes, mas sim, repousai um pouco".