Estudando o Espiritismo

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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dias de solidão


Tem dias em que a gente se sente como quem partiu ou morreu. Quando o
poeta da música popular escreveu esses versos, explicitava na
canção o sentimento que muitas vezes se apodera de nossa alma.

São aqueles dias onde a alma se perde na própria solidão,
encontrando o eco do vazio que ressoa intenso em sua intimidade.

São esses dias em que a alma parece querer fazer um recesso das
coisas da vida, das preocupações, responsabilidades e compromissos,
para simplesmente ficar vazia.

Não há quem não tenha esses dias de escuridão dentro de si. Fruto
algumas vezes de experiências emocionais frustrantes, onde a amargura
e o dissabor nos relacionamentos substituem as alegrias de
bem-aventuranças anteriores.

Outras vezes são os problemas econômicos ou as circunstâncias
sociais que nos provocam dissabores e colocam sombras na alma.

A incompreensão no seio familiar, a inveja no círculo de amizades,
a competição e rivalidade desmedida entre companheiros de trabalho
provocam distonias de grande porte em algumas pessoas.

Nada mais natural esses dissabores. Jesus, sabiamente, nos advertiu
dizendo que no mundo só encontraríamos aflições.

Tendo em vista a condição moral de nosso planeta, as aflições e
dificuldades são questões naturais e, ainda necessárias para a
experiência evolutiva de cada um de nós.

Dessa forma, é ilusório imaginarmos que estaríamos isentos desses
embates ou acreditarmo-nos inatacáveis pela perversidade, despeito
ou inferioridade alheia.

Assim, nesses momentos faz-se necessário enfrentar a realidade, sem
deixar-se levar pelo desânimo ou infelicidade.

Se são dias difíceis os que estejamos passando, que sejam retos
nosso proceder e nossas ações. Permanecer fiel aos compromissos e
aos valores nobres é nosso dever perante a vida.

Os embates que surjam não devem ser justificativas para o desânimo,
a queixa e o abandono da correta conduta ou ainda, o atalho para dias
de depressão e infelicidade.

Aquele que não consegue vencer a noite escura da alma, dificilmente
conseguirá saudar a madrugada de luz que chega após a sombra, que
parece momentaneamente vencedora.

Somente ao insistirmos, ao enfrentarmos, ao nos propormos a bem agir
frente a esses momentos, teremos as recompensas conferidas àquele
que se propõe enfrentar-se para crescer.

* * *

Se os dias que lhe surgem são desafiadores, lembre-se de que mesmo
Jesus enfrentou a noite escura da alma, em alguns momentos, porém,
sempre em perfeita identificação com Deus, a fim de espalhar a
claridade sublime do Seu amor entre aqueles que não O entendiam.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 7,
 do livro Atitudes renovadas, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
 psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.