Estudando o Espiritismo

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A LÓGICA DO ESPIRITISMO ANTE O CASAMENTO E FAMÍLIA

A LÓGICA DO ESPIRITISMO ANTE O CASAMENTO E FAMÍLIA


1- Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família?

– Um recrudescimento do egoísmo.

2- O casamento, quer dizer, a união permanente de dois seres, é contrário à lei natural?

– É um progresso na marcha da Humanidade.

3- Qual seria o efeito da abolição do casamento na sociedade humana?

– O retorno à vida animal.

4- Qual a função essencial do lar e da família?

Emmanuel – No caminho familiar, purificam-se impulsos e renovam-se decisões. Nele encontramos os estímulos ao trabalho e às tentações que nos comprovam as qualidades adquiridas, as alegrias que nos alentam e as dores que nos corrigem.

5- Todo laço de parentesco possui razão de ser?

Emmanuel – Ninguém possui sem razão esse ou aquele laço de parentesco, de vez que o acaso não existe nas obras da Criação.

André Luiz – Compreendamos que todas as afeições-problemas em nossa trilha de agora constituem débitos de existências passadas que nos compete ressarcir e que todas as facilidades que já nos enriquecem a estrada são instrumentos que o Senhor nos empresta, a fim de utilizarmos a vontade própria, na construção de mais ampla felicidade porvindoura e entendamos que a vida nos devolve aquilo que lhe damos.

6- Compreendendo-se que muitos casamentos resultam em uniões infelizes e, às vezes, até mesmo profundamente antipáticas, induzindo os cônjuges ao divórcio, como interpretar a fase de atração recíproca, repleta de esperança, que caracterizou o namoro e o noivado?

Emmanuel – Qualquer pessoa que aspire a um título elevado passa pela fase de encantamento. Esfalfa-se o professor pela ascensão à cátedra. Conseguido o certificado de competência, é imperioso entregar-se ao estudo incessante para atender às exigências do magistério. Esforça-se o acadêmico pela conquista do diploma que lhe autorize o exercício da profissão liberal.

Laureado pela distinção, sente-se compelido a trabalho infatigável, de modo a sustentar-se na respeitabilidade em que anela viver. Assim também o matrimônio.

7- Como interpretar as contrariedades e desgostos domésticos?

Emmanuel – O homem e a mulher aguardam o casamento, embalados na melodia do sonho, entretanto, atingida a convivência no lar, surgem às obrigações, decorrentes do pretérito, através do programa de serviço traçado para cada um de nós pela reencarnação, que nos compele a retomar, na intimidade, todos os nossos erros e desacertos. Fácil, dessa forma, reconhecer que todas as dificuldades domésticas são empeços, trazidos por nós próprios, das existências passadas.

8- Como, ante as relações humanas, entender os conflitos e crises no lar?

Emmanuel – Às vezes, depois dos votos de ternura e fidelidade, quando as promessas se encaminham para as realizações objetivas, os sócios de base da empresa familiar encontram obstáculos pela frente. Um deles terá adoecido e falta no outro a tolerância necessária. Surge a irritação e aparece o ressentimento. Em outras ocasiões, o trabalho se amplia em casa e um deles foge à cooperação. Surge o cansaço e aparece o desapreço. Hoje queixas. Adiante desatenções e lágrimas. Amanhã rixas. Adiante ainda amarguras e acusações recíprocas. Se um dos responsáveis não se dispõe a compreender a validade do sacrifício, aceitando-o por medida de salvação do instituto doméstico, eis a união enferma ameaçando ruptura.

9- O que pensar, nesse ponto, dos arrastamentos para outros relacionamentos?

Emmanuel – Nesse passo, costumam repontar do caminho laços e afinidades de existências do pretérito convidando esse ou aquele dos parceiros para uniões diferentes. E será indispensável muita abnegação para que os chefes da comunhão familiar não venham a desfazer, de todo, a união já enferma, partindo no rumo de novos ajustes afetivos.

10- Qual a conexão entre a consanguinidade e o destino?

Emmanuel – Nos elos da consanguinidade, reavemos o convívio de todos aqueles que se nos associaram ao destino, pelos vínculos do bem ou do mal, através das portas benditas da reencarnação.

11- De modo geral, quem é, nas leis do destino, o marido faltoso?

Emmanuel – Marido faltoso é aquele mesmo homem que, um dia, inclinamos à crueldade e à mentira...O marido ingrato e desleal, em muitas circunstâncias, é o mesmo esposo do pretérito, que precipitamos na deserção, com os próprios exemplos menos felizes.

12- E a esposa desequilibrada?

Emmanuel – Esposa desequilibrada é aquela mulher que, certa feita, relegamos à necessidade e a viciação... A companheira desorientada, que nos amarga o sentimento, é a mulher que menosprezamos, em outra época, obrigando-a a resvalar no poço da loucura.

13- O que foram, em vidas anteriores, os pais despóticos?

Emmanuel – Quase sempre, os pais despóticos de hoje são aqueles filhos do passado, em cuja mente inoculamos o egoísmo e a intolerância.

14- E o filho rebelde?

Emmanuel – O filho rebelde e vicioso é o irmão que arrojamos, um dia, à intemperança e à delinquência. Filhos problemas são aqueles mesmos espíritos que prejudicamos, desfigurando-lhes o caráter e envenenando-lhes os sentimentos.

15- E a filha desatinada?

Emmanuel – A filha detida nos desregramentos do coração é a jovem que, noutro tempo, induzimos ao desequilíbrio e à crueldade.

16- E os parentes abnegados?

Emmanuel – Os parentes abnegados, em que nos escoramos, são os amigos de outras eras, com os quais já construímos os sólidos alicerces da amizade e do entendimento, propiciando-nos o reconforto da segurança recíproca.

17- Como influi o nosso passado no clima familiar e na atividade profissional?

Emmanuel – Cada elo de simpatia ou cada sombra de desafeto, que surpreendemos na família ou na atividade profissional, são forças do passado a nos pedirem mais amplas afirmações de trabalho na vitória do bem.

18- A indissolubilidade absoluta do casamento está na lei natural ou somente na lei humana?

Emmanuel – É uma lei humana muito contrária à lei natural. Mas os homens podem mudar suas leis: só as da Natureza são imutáveis.

19- Existem casos francamente insolvíveis nos casamentos desventurados; não será o divórcio o mal menor para evitar maiores males?

Emmanuel – Muitos dizem que o divórcio é válvula de escape para evitar o crime e não ousamos contestar. Casos nos surgem quais ele funciona, por medida lamentável, afastando males maiores, qual amputação que evita a morte, mas será sempre quitação adiada, à maneira de reforma no débito contraído.

20- O que devemos fazer se a presença de alguém nos é penosa?

Emmanuel – Se a presença de alguém nos é penosa ou difícil ao coração, anulemos os impulsos negativos que nos surjam na alma e convertamos as nossas relações com esse alguém numa sementeira constante de paz e luz.

21- Que precisamos para vencer na luta doméstica?

Emmanuel – Devemos revestir-nos de paciência, amor, compreensão, bom ânimo e humildade, a fim de aprender e vencer, na luta doméstica. No mundo, o lar é a primeira escola da reabilitação e do reajuste.

22- Quais são as piores consequências das ligações carnais desditosas, além daquelas que se apresentam nos sofrimentos das frustrações ou lesões emotivas?

Emmanuel – É forçoso observar que da afeição sexual descontrolada surgem muitas calamidades para a vida do espírito, dentre as quais destacaremos, a par da fascinação ou do ódio, nos problemas da obsessão, o suicídio e o aborto, como sendo as mais lastimáveis.

23- Qual a direção pessoal que devemos adotar para vencer os dissabores do lar infeliz?

Emmanuel – Evitemos o divórcio, tanto quanto possível, e combatamos o aborto e o suicídio com todos os recursos de raciocínio e esclarecimento de que possamos dispor. O divórcio adia o resgate. O aborto complica o destino. O suicídio agrava todos os sofrimentos.

André Luiz – Valorizemos o tempo, para que o tempo nos valorize e permaneçamos em equilíbrio sem afetar aquilo que não somos, em matéria de elevação, conquanto reconhecendo a necessidade de aperfeiçoar-nos sempre. Se erramos, estejamos decididos à corrigenda, agindo com sinceridade e trabalhando fielmente para isso.

24- Por mais ríspidas se façam as lutas, no casamento, é melhor permanecer dentro delas?

Emmanuel- pagar, é libertar-se, aprender é assimilar a licao.

Obras consultadas: Livro dos Espiritos; Leis do Amor- Francisco C. Xavier e Waldo Vieira; Coragem-Francisco C. Xavier; Caminhos da Volta-Francisco C. Xavier.  Informacao Revista Espírita Mensal.