Estudando o Espiritismo

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A FAMÍLIA NA VISÃO ESPÍRITA

A FAMÍLIA NA VISÃO ESPÍRITA

“Aquele que me segue não anda em trevas”- Jesus - (João - 8:12)

INTRODUÇÃO:
Em se tratando de família, a primeira noção que nos vem à mente é de “grupamento”, “reunião”, “associação”.
O estudo da família pertence ao âmbito da Sociologia e estudiosos dessa ciência consideram a fase atual como um processo de transformação por que passa esse agrupamento humano, para adequar-se a um novo contexto social. Enquanto, no passado, a família era vista como agrupamento de pessoas ligadas pelos laços da consangüinidade , o conceito hoje se ampliou, considerando os sociólogos que se podem aceitar como família um casal e seus filhos, um casal sem filhos, ou mesmo pessoas que se unem por afinidade (Samuel Koening - “Elementos da Sociologia” cap. XI, A Família.). O conceito atual aproxima-se bastante da idéia espírita, já que em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, aprendemos que os verdadeiros laços de família não são os da consangüinidade, mas os da afinidade espiritual (Cap.14. item 8).
Devemos tranqüilizar, pois, os nossos corações, porque a família não está em extinção, o processo é de transformação. A vulnerabilidade do bebê humano e sua dependência dos cuidados do adulto são indícios muito fortes de que a família é uma necessidade psicofísica do homem e, portanto, será difícil imaginar um sistema social sem essa instituição. (Dalva Silva Souza – “Os Caminhos do Amor”- pgs.188-189).


FAMÍLIA – DEFINIÇÕES.
Do livro “Estudos Espíritas” - Divaldo Franco, psicografia de Joana de Ângelis - pgs .175-176, destacamos:
A) Grupamento de raça, de caracteres e gêneros semelhantes, resultado de agregações afins, a família, genericamente, representa o clã social ou de sintonia por identidade que reúne espécimes dentro da mesma classificação. Juridicamente, porem, a família se deriva da união de dois seres que se elegem para uma vida em comum, através de um contrato, dando origem à genitura da mesma espécie. Pequena república fundamental para o equilíbrio da grande república humana representada pela nação
(...) A família (...) é o grupo de espíritos normalmente necessitados, desajustados, em compromisso inadiável para a reparação, graças à contingência reencarnatória (...).
A família é mais do que o resultante genético. São os ideais, os sonhos, os anelos, as lutas e árduas tarefas, os sofrimentos, e as aspirações, as tradições morais elevadas que se cimentam nos liames da concessão divina, no mesmo grupo doméstico onde medram as nobres expressões da elevação espiritual na Terra.

B) Há, pois, duas espécies de família: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos através das várias migrações da alma; as segundas frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual. Do item 8, cap.XIV, de “O Evangelho segundo o Espiritismo “.
A dissolução moral de muitas famílias ainda na atual existência decorre de mortes prematuras, desuniões, vícios, desvios de conduta e causas diversas provenientes do uso incorreto do livre arbítrio.
De todas as associações na Terra excetuando naturalmente a Humanidade - nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família. De semelhante agremiação , na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual. Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem os mais amplos créditos da Vida Superior.
Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas de procriação. Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins. Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo. De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento. A parentela no Planeta faz-se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima. Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e   desafetos ,amigos e inimigos, para os ajustes e reajustes   indispensáveis , ante as leis do destino.
Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivencia coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma, temos dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor. - (do livro “Vida e Sexo” de Francisco C. Xavier – pelo Espírito Emmanuel - item 2 – Família).


TÓPICOS
A )  - LAR –
É preciso se reconheça que o lar não é um estabelecimento destinado a reproduzir seres humanos em série, mas sim um santuário-escola onde os pais devem pontificar como plasmadores de nobres caracteres, incutindo nos filhos, a par do amor a Deus, uma vivencia sadia, pautada nos princípios da Moral e da Justiça, de modo que se tornem elementos úteis a si mesmos, à família e à sociedade – Rodolfo Calligaris, (As Leis Morais segundo a Filosofia  Espírita, pg.71).
É na família que se estrutura o caráter do homem de amanhã: o que se fala se ouve e se faz no lar são elementos de base para o que será falado e feito na sociedade. Sabedores disto devemos cultivar o hábito do culto do Evangelho no lar; momento de oração e reflexão nobre sobre o cotidiano.
A função reeducadora da família nos remete a uma via de mão dupla, se com os pais podemos adquirir valores que nos nortearão a caminhada, onde poderemos avançar no processo evolutivo, com os filhos temos lições de afeto, tolerância e amor. Juntos aprendemos a rir, com vontade, a relaxar, a gostar das coisas simples da vida; para o filho, tudo é novo e os pais ao ensinar aprendem a viver e a conviver.
O lar deve ser o porto seguro para todo espírito em viagem evolutiva. (Editorial do Jornal do C. E. Seara Fraterna em comemoração ao dia dos pais).
Necessário se faz que respeitemos o lar como o local sagrado em que vivemos juntamente com nossos familiares não permitindo que ele se transforme em local de vibrações negativas assim como também devemos respeitar os lares dos nossos semelhantes.
Deve-se evitar no ambiente doméstico toda sorte de ações e posturas inadequadas, pois a persistirem, tais atitudes poderão provocar a instabilidade conjugal além de gerarem conflitos com conseqüências  danosas a todos .

B) – NAMORO.
Com referência a este item, há no livro “Sexo e Vida” – psicografia de Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel, a seguinte pergunta: Além da simpatia geral, oriunda da semelhança que entre eles exista, votam-se os Espíritos recíprocas afeições particulares?
Resposta – Do mesmo modo que os homens, sendo, porem, que mais forte é o laço que prende os Espíritos uns aos outros , quando carentes de corpo material,porque então esse laço não se acha exposto às vicissitudes das paixões. Item 291 de “O Livro dos Espíritos”. A integração de duas criaturas para a comunhão sexual começa habitualmente pelo período do namoro que se traduz por suave encantamento. Dois seres descobrem um no outro, de maneira imprevista, motivos e apelos para a entrega recíproca e daí se desenvolve o processo de atração. O assunto consubstanciaria o que seria lícito nomear como sendo um “doce mistério” se não faceássemos nele as realidades da reencarnação e da afinidade.
Inteligências que traçaram entre si a realização de empresas afetivas ainda no Mundo Espiritual, criaturas que já partilharam experiências no campo sexual em estâncias passadas, corações que se acumpliciaram em delinqüência passional, noutras eras, ou almas inesperadamente harmonizadas na complementação magnética, diariamente compartilham as emoções de semelhantes encontros, em todos os lugares da Terra.
Atualmente está esquecido o aspecto lúdico do pré-namoro, que é a paquera, que inclusive já foi mencionada durante as conversações no Estudo, como sendo o momento importante para o início do namoro.
Era o momento romântico onde os casais iniciavam o namoro e de uma maneira geral estreitavam os laços de carinho e amizade para a concretização de um futuro casamento.
Modernamente nem se usa mais tal palavra, que foi substituída pelo termo “ficar”.
O “ficar” praticamente desestimula a união estável e deixando-se ficar para ver como é que fica, inúmeros casais, jovens na sua maioria, consumam o ato sexual meramente pelo prazer físico, gerando seres que certamente não terão uma vida afetiva adequada, tornando-se órfãos de pais vivos.
O aspecto mais cruel é que o “ficar” não tem limite, ou seja, “fica-se” tantas vezes quantas forem as oportunidades que se apresentarem.
Esses momentos de descontrole dos seres humanos, nos quais o instinto animal fala mais alto e cujas conseqüências afetam a outrem, fazem com que os seus praticantes assumam a responsabilidade perante a espiritualidade segundo o princípio que diz: A semeadura é livre porem a colheita é obrigatória.

C) CASAMENTO.
No capítulo IV do “Livro dos Espíritos” ( Lei de Reprodução) temos a pergunta 695: “ Será contrário à Lei da Natureza o casamento, isto é, a união permanente de dois seres?
Resposta: “É um progresso na marcha da Humanidade”.
E a pergunta 696: “Que efeito teria sobre a sociedade humana a abolição do casamento”?
Resposta: “Seria uma regressão à vida dos animais”
Comentário de Kardec – O estado de natureza é o da união livre e fortuita dos sexos. O casamento constitui um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas, porque estabelece a solidariedade fraterna e se observa entre todos os povos, se bem que em condições diversas. A abolição do casamento seria, pois, regredir à infância da Humanidade e colocaria o homem abaixo mesmo de certos animais que lhe dão o exemplo de uniões constantes.
Temos ainda a pergunta 697: “Está na lei da Natureza ou somente na lei humana, a indissolubilidade absoluta do casamento”?
Resposta: É uma lei humana muito contrária à da Natureza
Mas os homens podem modificar suas leis, só as da Natureza são imutáveis.
Pertinente ao assunto em tela, reproduzimos abaixo o texto denominado “O Cultivo do Amor” de Irmão Saulo, constante do livro “Na Era do Espírito”, psicografia de Chico Xavier e Herculano Pires – Espíritos diversos.
A lei civil do casamento, segundo lemos no item 4 do capítulo XXII de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, “tem por fim regular as relações sociais e os interesses familiares, segundo as exigências da civilização”. E a seguir vem esta observação: “Mas nada, absolutamente, impede que ela seja um corolário da lei de Deus”.. E a lei de Deus, no caso, é a lei do amor. Quer dizer que o casamento civil deve efetuar-se por amor e não por conveniência de qualquer espécie. A falta de conjugação dessas duas leis, a humana e a divina, é a causa principal dos fracassos no casamento.
Entre os interesses que podem influir na deteriorização do casamento também figuram a vaidade e a atração sexual, ambos os elementos estranhos ao amor e por isso mesmo de natureza efêmera. Em casos dessa natureza, como em vários outros, a separação se torna inevitável e o divórcio aparece então como a lei civil que serve de remédio à separação dos casais, permitindo aos pares frustrados a reconstrução do lar em bases legítimas com outros cônjuges. “Um dia se perguntará, - diz ainda o trecho citado – se uma cadeia indissolúvel não aumentará o número de uniões irregulares.”
Mas quando o lar se formou com base no amor, as decepções que podem surgir têm o remédio no próprio amor.
Quem ama sabe tolerar e perdoar. As dificuldades serão superadas dia a dia pelo cultivo do amor. Basta que cada cônjuge se lembre de que as frustrações são recíprocas. O mesmo ocorre com o artista na realização de sua obra. O ideal está sempre acima do real. Mas o verdadeiro artista sabe disso e procura superar a sua frustração pelo esforço constante de aperfeiçoamento. O cultivo do amor é como o cultivo da arte. E quem romper um casamento de amor, por simples intolerância, não encontrará mais remédio para a sua solidão.

D) - DIVÓRCIO
         O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já de fato está separado. Não é contrário à Lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei Divina. Do item 5, do cap.XXII de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
Partindo do princípio de que não existem uniões conjugais ao acaso, o divórcio, a rigor, não deve ser facilitado entre as criaturas. È aí, nos laços matrimoniais definidos nas leis do mundo, que se operam burilamentos e reconciliações endereçadas a precisa sublimação da alma.
O casamento será sempre um instituto benemérito, no limiar, em flores de alegria e esperança aqueles que a vida aguarda para o trabalho do seu próprio aperfeiçoamento e perpetuação. Com ele o progresso ganha novos horizontes e a lei do renascimento atinge os fins para os quais se encaminha.. Ocorre, entretanto, que a Sabedoria Divina jamais instituiu princípios de violência, e o Espírito, conquanto em muitas situações agrave os próprios débitos, dispõe da faculdade de  interromper, recusar, modificar, discutir ou adiar, transitòriamente , o desempenho dos compromissos que abraça.Em muitos lances da experiência, é a própria individualidade , na vida do Espírito, antes da reencarnação que assinala a si mesma o casamento difícil que faceará na estância física, chamando a si o parceiro ou a parceira de existências pretéritas para os ajustes que lhe pacificarão a consciência, à vista de erros perpetrados em outras  épocas.Reconduzida, porem,à ribalta terrestre e assumida a união esponsalícia  que atraiu a si mesma, ei-la desencorajada à face dos empeços que se lhe desdobram à frente. Por vezes, o companheiro ou a companheira voltam ao exercício da crueldade de outro tempo, seja através do menosprezo, desrespeito, violência ou deslealdade, e o cônjuge prejudicado nem sempre encontra recursos em si para se sobrepor aos processos de dilapidação moral de que é vítima.
Nessas condições, aquele que está  passando por tais situações deve procurar apoio psicológico e ajuda espiritual através do atendimento fraterno que o ajudarão a sobrepor esses momentos com calma e equilíbrio, evitando situações que acarretarão doenças emocionais complexas e de difícil tratamento.  


E) – PARENTESCO E AFINIDADES
A questão 203 do “Livro dos Espíritos” coloca em termos espirituais o problema das linhagens familiares.
Pensamos geralmente que a herança biológica é a determinante pelos temperamentos e caracteres. O Espiritismo nos mostra que a natureza humana é espiritual e não material. Assim, o que determina a condição do homem é a sua essência e não a forma, o seu espírito e não o seu instrumento de manifestação corpórea. As famílias são aglomerados de espíritos afins que estabelecem, nas encarnações sucessivas, a linha da hereditariedade biológica.
Cada espírito que se encarna traz em si mesmo a sua personalidade já formada em encarnações anteriores. As semelhanças de características psíquicas e morais entre pais, filhos e outros descendentes não provem da carne, mas sim do espírito. Cada ser humano é o que ele é por si mesmo. Há, portanto, um paralelismo cartesiano entre hereditariedade e afinidade. Admitindo-se isso, que hoje é considerado com atenção em grandes centros de pesquisas científicas, é fácil compreendermos a necessidade de independência não apenas social, mas também afetiva, para os filhos que se emancipavam e especialmente para os que constituíram a sua própria família.
Pergunta 203 do Livro dos Espíritos: “Transmitem os pais aos filhos uma parcela de suas almas, ou se limitam a lhes dar a vida animal a que, mais tarde, outra alma vem adicionar a vida moral”?
Resposta: Dão-lhe apenas a vida animal, pois que a alma é indivisível. “Um pai obtuso pode ter filhos inteligentes e vice-versa”.
Pergunta 204 do Livro dos Espíritos: Uma vez que temos tido muitas existências, a nossa parentela vai além da que a existência atual nos criou?
Resposta: Não pode ser de outra maneira. A sucessão das existências corpóreas estabelece entre os Espíritos ligações que remontam às vossas existências anteriores. Daí, muitas vezes, a simpatia que vem a existir entre vós e certos Espíritos que vos parecem estranhos.
Nessa questão de afinidades e parentesco é necessário que se tenha em mente que os Espíritos se sentem felizes quando lembrados por nós, só que estas lembranças devem ser as do âmbito moral, que são os ensinamentos nobres por eles deixados e conforme preceitua a resposta à pergunta 206 do Livro dos Espíritos: “Mas ficais certos de que os vossos antepassados não se honram com o culto que lhes tributais por orgulho. Em vós não se refletem os méritos de que eles gozem, senão na medida dos esforços que empregais por seguir os bons exemplos que vos deram. Somente nestas condições lhes é grata e até mesmo útil a lembrança que deles guardais”.  


F) REFLEXÃO
VIDA AFETIVA – Todos os problemas da vida afetiva serão devidamente aclarados quando o conhecimento da reencarnação for concebido na base da regra áurea.
Faremos a outrem, nos domínios afetivos, aquilo que desejamos se nos faça. Isso porque de tudo o que doarmos ao coração alheio recolheremos de volta.
O amor em sua luminosa liberdade é independente em suas escolhas e manifestações; no entanto, obedece igualmente ao princípio:
“Livre na sementeira e escravo na colheita.”
Ligeira análise de observações nos fará pensar nisso
Em muitas ocasiões, o rival que abatemos, de um modo ou de outro, induzindo-o à desencarnação, é o filho que a vida e o tempo nos colocam nos braços, a cobrar-nos em abnegação e renúncia, a assistência e a proteção que lhe devemos;
O jovem ou a jovem que furtamos dos braços de nossos filhos, considerando-os indignos de nossa equipe doméstica, impondo-lhes, direta ou indiretamente, a morte do corpo físico, voltam na condição de netos, em muitas circunstâncias, compartilhando-nos o leito e a vida;
A criança nascitura que arrojamos à vala do aborto desnecessário e que deveria nascer e crescer para o desenvolvimento da afetividade pacífica, entre os nossos descendentes, costuma encontrar novo berço em nosso clima social, reaparecendo na condição do homem ou mulher que, mais tarde, nos aborda a organização familiar exigindo-nos pesados tributos de aflição;
As criaturas que enganamos, no terreno do afeto, em outras estâncias, habitualmente retornam até nós por filhos-problemas, reclamando-nos atenção e carinho constantes para o reajuste emocional que demandam.
Frustrações, conflitos, vinculações e aversões congênitas de hoje são frutos dos desequilíbrios afetivos de ontem a nos pedirem trabalho e restauração.
È possível haja longa demora na aceitação geral da verdade por parte dos agrupamentos humanos, em nos reportando ao mundo genésico.
Dia virá, porem, no qual todas as criaturas compreenderão que o espírito, onde estiver, conforme aquilo que plante, em matéria de afetividade, isso também colherá - do livro “Na Era do Espírito” – Emmanuel – psicografia de Chico Xavier.      


CONCLUSÃO
A família na Visão Espírita descerra a cortina que une os dois mundos em que vivemos, o mundo físico quando encarnados e  o mundo espiritual quando desencarnados.
O assunto é complexo e difícil na sua extensão a partir do momento que envolve questões vinculadas ao campo afetivo, mas através das noções expostas pela Doutrina devemos procurar evoluir pelo aprendizado decorrente das oportunidades   reencarnatórias.
A família e o Lar são os centros de força, onde os espíritos têm a chance de se burilarem pelo relacionamento com outros espíritos. Tarefa nada fácil, visto que é o local onde se encontram na maioria das vezes, espíritos desafetos e inimigos em vidas pretéritas.
Os pais recebem a bênção divina de serem os geradores e responsáveis por estes espíritos, cabendo-lhes a tarefa bendita de criá-los e ajudá-los a caminhar na senda terrestre até o ponto em que eles possam prosseguir sozinhos, mas isto não implica em abandoná-los. A Visão Espírita fornece as coordenadas para que possamos entender que os seres humanos mantêm a sua individualidade, na condição de espíritos que somos, portanto, mesmo sendo responsáveis pela criação e educação dos filhos, eles não pertencem aos pais, assim como os pais também não pertencem aos filhos.
Somos todos integrantes de uma só família, que é a família universal, onde cada um a seu turno busca a evolução e aprimoramento para que todos alcancem o MUNDO MAIOR cujo alicerce é a lei do amor.
Que Deus abençoe a todos nós.




 

BIBLIOGRAFIA

ESTUDOS ESPÍRITAS – Divaldo Pereira Franco (Joana de Angelis) pgs.175-176.

AS LEIS MORAIS SEGUNDO A DOUTRINA ESPÍRITA - RODOLFO CALLIGARIS .pg.71

OS CAMINHOS DO AMOR – Dalva Silva Souza – pgs.188-189

NA ERA DO ESPÍRITO – ESPÍRITOS EMMANUEL E HERCULANO PIRES – Francisco Cândido Xavier.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Allan Kardec

O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Allan Kardec

JORNAL DO C. E. SEARA FRATERNA

VIDA E SEXO – Emmanuel – Francisco Cândido Xavier

ESPIRITISMO DE A a  Z .




                                                                           Por: Odyr Braga Xavier
                                                                                      31/03/2009


Colaboradores: Adauto Valverde
                          José Paulo Vitório