Estudando o Espiritismo

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domingo, 26 de janeiro de 2014

Reféns do medo

Na sala de aula, a professora perguntou aos seus alunos: Do que vocês têm mais medo?

Depois de um breve e tenso silêncio, um garoto respondeu, um tanto tímido: Eu tenho medo do escuro.

Outro, falou: Tenho muito medo do bicho-papão.

Medo da morte, medo de altura, medo de ser esquecido pelos pais na escola...

Vários medos foram confessados e anotados pela sábia professora, que desejava libertar os pequenos do sofrimento gerado pelo medo, através do uso da razão.

Por fim, uma garotinha disse, com ar de assustada: Tenho muito medo do malamém, que é um monstro muito perigoso...

E você já viu esse monstro? -  Perguntou, interessada, a professora.

Nunca vi, mas é um monstro tão perigoso que minha mãe pede todos os dias a Deus que nos livre dele, esclareceu a menina.

E concluiu: Minha mãe sempre pede a Deus no fim da sua oração: ...e livrai-nos do malamém.

Não é preciso refletir muito para entender a situação daquela criança com relação ao medo do monstro, criado pela sua imaginação.

O medo era tão tirano que ela nunca ousou confessá-lo à mãe.

Um medo terrível de algo que nunca existiu.

Mas será que somente as crianças têm medo do que desconhecem?

Certamente não.

A ignorância tem sido, desde todos os tempos, a grande responsável pelo terror imposto pelo medo.

O desconhecido gera medos inconfessáveis, em pessoas de todas as idades.

Mas como podemos ter tanto medo do desconhecido?

Isso ocorre justamente porque os monstros criados pela imaginação geralmente são mais terríveis do que os reais.

O medo da morte é um exemplo disso.

O medo do inferno também tem feito reféns.

O juízo final é outro tirano que atemoriza muita gente.

Todos esses temores são frutos da ignorância, não há dúvida.

Existem pessoas que têm medo do futuro, medo da solidão, medo de sentir medo, e por aí vai...

Enquanto a razão não lançar suas luzes sobre essas questões, o medo continuará a infelicitar os indivíduos, fazendo-os reféns da própria ignorância.

Jesus tinha razão ao afirmar que o conhecimento da verdade nos libertará.

O conhecimento é diferente de crença. A crença é sempre cega, vazia de certezas.

Para crer em algo não é preciso conhecer, basta acreditar. Mas a convicção só se adquire através do conhecimento.

Conhecimento que gera a fé inabalável. Fé que encara a razão face a face, sem hesitar, em todas as situações.

Assim sendo, vale a pena envidar esforços para libertar-nos dos medos, buscando lançar luz sobre o que a ignorância oculta.

Importante libertar nossas crianças, muitas delas reféns de monstros imaginários terríveis, dialogando com elas sobre seus medos.

É preciso considerar que o medo é o pior de todos os monstros, e precisa ser aniquilado com urgência.

É preciso clarear os caminhos escuros da ignorância com a luz do conhecimento, para que o medo bata em retirada...

Como asseverou o grande filósofo grego, Sócrates: Há apenas um bem: o conhecimento; e um mal: a ignorância.

Sócrates foi o precursor das ideias cristãs e, como Jesus, também foi vítima da ignorância de seus contemporâneos.

Pensemos nisso e busquemos, com vontade firme, conhecer as leis que regem a vida!

Só assim seremos verdadeiramente livres de todos os medos que tanto nos infelicitam.



Redação do Momento Espírita.
Em 18.04.2011.