Estudando o Espiritismo

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Dai de graça o que de graça recebeste

1- Como podemos entender o que Jesus quis dizer quando falou "Dai de graça o que de graça recebestes" ?

Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.

A mediunidade é uma faculdade concedida por Deus às criaturas, que nada pagam por ela.

Por isso, quando desenvolveu a mediunidade no seus discípulos e os mandou trabalharem com ela em favor da humanidade, Jesus lhes disse: "De graça recebestes, de graça dai". (Mt.10).

DAR DE GRAÇA
Primeira situação: Dar de graça o que recebeu de graça - Existe contrapartida, ou seja, o beneficiado do "receber de graça" praticou e/ou pratica o "dar de graça"

Segunda situação: Cobrar pelo que recebeu de graça   - : Não existe contrapartida, ou seja, o beneficiado do "receber de graça" não praticou e/ou não pratica o "dar de graça"

Terceira situação: Dar de graça o que não recebeu de graça, ou seja, dar de graça aquilo que conseguiu obter com seus próprios esforços .

2- O que é então, que temos nesse mundo mas não é nosso ?

a)Primeiramente nosso corpo. Ele é um empréstimo de Deus, que nos permite habita-lo para podermos aprender.

b) Depois temos os bens materiais, como dinheiro de família.

3- Porque o exercício da Mediunidade não deve ser cobrado?

Trata-se de uma faculdade que:

-o trabalho que é espiritual e só se realiza com o concurso dos espíritos desencarnados;

-tem por finalidade fazer o intercâmbio entre o plano material e o espiritual, promover o esclarecimento, a ajuda, fraternidade entre os encarnados e os desencarnados;

4- Se a mediunidade for comercializada ou profissionalizada, eis o que poderá acontecer?

a) Os pobres poderão ter dificultado ou impedido o acesso ao esclarecimento, conforto e ajuda espiritual.

b) não quer que o mais pobre dela fique privado e possa dizer: não tenho fé, porque não a pude pagar; não tive o consolo de receber encorajamentos .

c) O médium estará recebendo pelo trabalho dos espíritos, o que é imoral.

d) no transe mediúnico, somos intermediários mas os espíritos é que falam, escrevem, ensinam, produzem fenômenos. Como vender o que não se originou de nossas idéias, pesquisas ou qualquer outra espécie de trabalho pessoal.

e) Quando nos fazemos pagar pelo exercício mediúnico, acarretamos descrédito sobre nós mesmos e para o intercâmbio espiritual. Isto traz grave prejuízo para o progresso moral da humanidade, pois, desacreditando da manifestação mediúnica, a humanidade perde sua fonte de informações, conforto e ajuda espritual.

4) Quando mediunidade é cobrada atrairá para junto do médium espíritos inferiores?

Como os bons espíritos não se prestam a esse comércio e se afastam, os que ficam junto do médium mercenário são espíritos levianos, ignorantes.

O médium que vende seu trabalho mediúnico expõe-se à influência dos espíritos inferiores, dos quais se fez comparsa e cúmplice, e com isso compromete sua situação espiritual, presente e futura.

5) Qual a vantagens do exercicio da mediunidade gratuita em favor da humalidade?

A remuneração espiritual - Todo o bem que faz, tem sua recompensa espiritual. Afirmou Jesus que "digno é o trabalhador do seu salário". E a lei de ação e reação sempre dá às criaturas segundo as suas obras.

Assim, o médium que exerce sua faculdade como Jesus recomenda, sem interesses materiais ou egoístas, não deixará de receber um natural salário espiritual, pois conseguira consequências felizes como estas:

-pagar sua dívidas espirituais anteriores pelo bem que ensejar com seu trabalho mediúnico, e adquirir méritos para novas realizações;

-acelerar o próprio progresso, pelo desenvolvimento que lhe vem do exercício de sua faculdade e do conhecimento que adquire sobre a vida imortal;

-convívio com bons espíritos e a proteção deles, em virtude da tarefa redentora a que se vincula.

6-   Preces pagas, como é visto na ótica espírita?

          A prece, é um ato de Caridade, um impulso do Coração. Fazer pagar um ato de se dirigir a Deus.

     Em favor de outros, é transformar-se em intermediário assalariado. A prece torna-se então, uma fórmula cuja extensão é proporcional a soma recebida. Deus não vende os benefícios que concede. A razão, o bom senso, a lógica dizem que Jesus, a perfeição absoluta, não pode delegar a criaturas imperfeitas, o direito de fixar um preço para a sua justiça.

          A justiça é de Deus, como o Sol que é para todos.

         As preces pagas tem um outro inconveniente; É que quem paga, isto é, quem as compra, as mais das vezes, se julga dispensado de orar, porque se considera quites, uma vez que as pagou.

          Não será reduzir a eficácia da prece ao valor da moeda corrente?

7-  Eles vieram em seguida a Jerusalém, e Jesus, entrando no templo, começou por expulsar dali os que vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombos: - e não permitiu que alguém transportasse qualquer utensílio pelo templo. - Ao mesmo tempo os instruía, dizendo: Não está escrito: Minha casa será chamada casa de oração por todas as nações? Entretanto, fizestes dela um covil de ladrões! - Os príncipes dos sacerdotes, ouvindo isso, procuravam meio de o perderem, pois o temiam, visto que todo o povo era tomado de admiração pela sua doutrina. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 15 a 18; - S. MATEUS, cap. XXI, vv. 12 e 13.), Como explicar atitude de Jesus?,

R- Jesus expulsou do templo os mercadores. Condenou assim o tráfico das coisas santas sob qualquer forma. Deus não vende a sua bênção, nem o seu perdão, nem a entrada no reino dos céus. Não tem, pois, o homem, o direito de lhes estipular preço.

Obs: O purgatório originou o comércio escandaloso das indulgências, por intermédio das quais se vende a entrada no céu. Este abuso foi a causa primaria da Reforma, levando Lutero a rejeitar o purgatório.

8- Como é visto dizimo?

           Nunca ouvi fala que Jesus cobrava para curar as pessoas, para dar uma palavra de consolo, para alimentar os que tinha fome.
ELe mesmo sempre dizia: dai de graça o que de graça
recebeis.
         Ele veio ensinar o amor, a caridade, o perdão, veio ensinar os verdadeiros valores do espírito, enquanto hoje certas “religiões”, pregam que pra receber a graça de Deus voce tem que dar uma parte do seu pagamento. Isso é um absurdo. Tem pessoas que o pagamento não da nem pra levar uma vida com dignidade, pra sustentar os filhos, e tem que pagar dizimo?

9 - Todo o serviço espiritual é gratuito no centro Espirita?

O verdadeiro centro espírita não cobra nenhuma orientação ou ajuda espiritual de seu público, nem condiciona o recebimento de curas ou salvação às doações.

Todo local que cobra dinheiro, favores ou exige qualquer coisa ou favor material devido à ajuda espiritual prestada não é um centro espírita.

10- Na sua opinião, por que o médium deve evangelizar-se?

Emmanuel, em O Consolador, respondendo a questões afirma: “(...) A maior necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo, antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo, poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão. “O primeiro inimigo do médium reside nele mesmo".

Freqüentemente é o personalismo, a ambição, a ignorância ou a rebeldia no voluntário desconhecimento dos seus deveres à luz do Evangelho, fatores de inferioridade moral que, não raro, conduzem à invigilância, à leviandade e à confusão dos campos improdutivos.
Contra esse inimigo é preciso movimentar as energias íntimas pelo estudo, pelo cultivo da humildade, pela boa vontade, com o melhor esforço de auto-educação, à claridade do Evangelho”.



11- Como pode ser encarada a mediunidade séria?

A mediunidade séria não pode ser nem será jamais uma profissão, mesmo porque, e sobretudo no seu aspecto de concessão como prova, é uma faculdade essencialmente móvel e variável. Não é, portanto, a mesma coisa que a capacidade adquirida pelo estudo e pelo trabalho, da qual se tem o direito de usar.

12- Sobre a Meduinidade curador pode ser cobrada?
Sobretudo, a mediunidade curadora é que jamais deveria ser explorada, pois, como nenhuma outra, requer, com mais rigor, a condição de desprendimento e a capacidade de renúncia santificante. O médium curador é o veículo para a transmissão do fluido salutar dos Bons Espíritos e, nestas condições, jamais tem o direito de o vender.

Conclusão final:

vejo que meu sorriso, meus braços, meus ouvidos….tudo recebi de graça. A gente sempre se esquece que algumas coisas que possuímos nós não precisamos comprar, materialmente falando.

 Logo posso muito bem, sorrir sem que seja preciso receber um sorriso de volta. Quantas vezes no caixa do supermercado, ou em qualquer lugar, nosso sorriso de simpatia e cordialidade é recebido com gestos e respostas mecanicamente ditas, sem qualquer sentimento.

Posso abraçar e transmitir boas energias, sem que receba de volta a mesma. Posso apenas ouvir a quem precisa, sem interesse, mesmo que não me ouçam. Posso sim, doar meu amor fraterno, amar as pessoas mesmo que não me amem. Quão difícil é ver qualidades e respeitar aqueles que divergem de nós, que não simpatizam conosco.

 Isso sem falar em tantos outros dons que cada um tem, como a paciência, a alegria espontânea, a compaixão. Você conhece alguém que quando chega, vai logo envolvendo a todos e contando histórias engraçadas, alegrando o ambiente e fazendo a vida de todos mais leve? Eu conheci alguns nas mocidades deste meu Brasil.

 Conheço pessoas capazes de “adivinhar” que um amigo precisa de ajuda e simplesmente aparecer ou liga sem mais aquela, só pra ver como estamos. E aí nós desabafamos, conversamos e ficamos muito melhor, depois do contato com este amigo.

 Se doar sem esperar nada de ninguém, nem mesmo de Deus. Sim! Achar que por ser legal, caridoso, prestativo tenho certos privilégios com o Todo Poderoso; como não ter as dificuldades naturais da vida, que servem para o nosso crescimento… ledo engano.

 Só aí, quando menos espero, vou receber o que todos querem, mas poucos têm….a FELICIDADE E PAZ VERDADEIRA!

 PRÁTICA ESPÍRITA

· Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.

· A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.

· O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.

· O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.

· A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem.

· Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.

· O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.