Estudando o Espiritismo

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Viuva de Naim - Caibar

RESSURREIÇÃO DO FILHO DA VIÚVA DE NAIM

"Em dia subsequente dirigia-se Jesus para uma cidade chamada Naim, e iam com ele os seus discípulos e uma grande multidão. Ao aproximar-se ele da porta da cidade, eis que levavam para fora um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e vinha com ela muita gente da cidade. Logo que o Senhor a viu, compadeceu-se dela, e disse-lhe: Não chores. Chegando-se, tocou o esquife, e parando os que o conduziam, disse: Moço, eu te mando, levanta-te. Aquele que havia estado morto, sentou-se e começou a falar; e Jesus o entregou à mãe dele. Todos ficaram cheios de medo e glorificaram a Deus dizendo: Um grande profeta levantou-se entre nós, e Deus visitou o seu povo. A noticia disto se divulgou por toda a Judéia e circunvizinhança. " (Lucas, VII, 11-17)

Naim é uma cidade da Palestina, a sudeste da Galiléia e bem próxima do Monte Tabor, onde Jesus ia continuamente; e narra-nos o Evangelho ter-se realizado ali a transfiguração do Senhor e as suas comunicações com os Espíritos de Moisés e de Elias. Naquela época, já o deixamos dito, não havia tempo determinado por lei para o enterramento dos cadáveres, e os ataques de catalepsia, sendo muito comuns, eram tomados por mortes.

Um indivíduo qualquer caía, fosse com ataque que desse aparência de morte, fosse de fato morto, daí a três ou quatro horas era sepultado.
O caso da viúva de Naim parece ter sido um desses casos. Jesus logo percebera que se tratava de um caso de morte aparente, o qual, se não fosse acudido a tempo, seria consumado; o moço, considerado morto, seria enterrado.
Não se diga que pretendemos negar sistematicamente a capacidade de Jesus para ressuscitar mortos. Na verdade, se houvesse necessidade de fazer ressurreições nesse sentido, é provável que Jesus o fizesse, pois a sua sabedoria ultrapassava muito às nossas previsões e conjecturas: mas nenhum dos casos de ressurreição narrados pelos Evangelistas autoriza categoricamente a afirmar que Jesus operasse tal "milagre", nem mesmo com Lázaro, que o próprio Jesus, como se depreende do texto, afirmou não estar morto, embora cheirasse mal e estivesse no túmulo havia quatro dias.

O cheirar mal não é sinal frisante de morte. A cada momento encontramos doentes em estado muito grave e que cheiram mal, sem que, todavia, estejam mortos.

A permanência no túmulo durante quatro dias também não caracterizava a morte naquele tempo, porque os túmulos na Palestina não eram como os nossos, cavados a sete palmos, e onde os cadáveres, encaixotados, eram colocados sob o peso de sete palmos de terra. Os túmulos eram cavados em fendas de rochas, onde se colocavam os cadáveres perfumados com essências; uma pedra tapava a entrada do túmulo, permitindo a penetração do ar. Não havia caixões; os defuntos eram "amortalhados", envoltos em lençóis.

Seja como for, Jesus foi o salvador do filho da viúva de Naim, e a sua ação neste caso foi simplesmente magnética; neutralizou a morte, vencendo-a com os seus eflúvios vivificadores e, pela sugestão verbal, fez que o moço tomasse posse do seu corpo: "Moço, eu te mando, levanta-te".

Ninguém tem mais ação magnética do que aquele que sabe amar e ama de verdade. O magnetismo é o servo fiel do amor. Com o amor removemos as mais pesadas montanhas. Todas as dificuldades, todos os embaraços, todos os impossíveis desaparecem aos impulsos do amor, mas do verdadeiro Amor de Deus, que é a Lei básica que rege todos os seres, todas as coisas, todos os mundos, todo o universo.
O amor, em suas mais altas manifestações, faz estremecer todas as gentes e leva ao reconhecimento da existência de um Deus, presente mesmo nos maiores infortúnios: "Todos ficaram cheios de medo e glorificaram a Deus, dizendo: Um grande profeta levantou-se entre nós, e Deus visitou o seu povo".
De fato, Deus revela-se ao homem pelo homem. Quando o homem atinge os cimos da Espiritualidade e tece a sua túnica com os fios de prata que a luz do Amor lhe oferece; quando o homem chega a se constituir, como fez Jesus, no grande profeta do Amor, de fato, Deus está nele, visitando o seu povo.
E a notícia dos seus feitos não pode deixar de ser divulgada, para que os homens, em vendo suas obras, glorifiquem o Supremo Senhor de todas as coisas.
Cairbar Schutel

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